Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
A maior parte da população adulta do concelho da Covilhã é hipertensa e no concelho de Castelo Branco a população tem peso a mais, segundo um estudo hoje divulgado pela Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Castelo Branco.
A maior parte da população adulta do concelho da Covilhã é hipertensa, segundo um estudo hoje divulgado pela Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Castelo Branco.
O documento refere que 63,3% da população adulta do concelho da Covilhã é hipertensa, com base nos resultados de uma investigação que envolveu 1.272 indivíduos das freguesias do concelho.
O estudo revela que a percentagem de hipertensos é mais significativa nas mulheres do que nos homens.
A freguesia de Casegas é a que tem a taxa de incidência maior e a da Boidobra a que apresenta uma percentagem mais baixa.
O estudo foi realizado no âmbito da licenciatura em Cardiopneumologia pela aluna finalista Ana Teresa Gomes, com orientação dos docentes Patrícia Coelho (técnico-científica) e Alexandre Pereira (estatística).
Em nota hoje divulgada, os investigadores consideram importante alertar os profissionais de saúde para a necessidade de realizar mais rastreios, de forma a sensibilizar a população para a prevenção, tratamento e deteção da hipertensão e para controlar a tensão arterial.
Entretanto, outro estudo daquela Escola Superior de Saúde revela que 40,6% de 1.234 inquiridos no concelho de Castelo Branco tem peso a mais.
O documento refere ainda que 24,1% são obesos e que 64,7% da população se encontra acima do peso ideal, de acordo com o índice de massa corporal (IMC).
A investigação foi desenvolvida por Angélica Fernandes Marques, finalista do curso de Cardiopneumologia, sob a orientação dos docentes José Maria Folgado da Silva (científica) e Alexandre José Marques Pereira (estatística).
Perante os resultados, o delegado de saúde de Castelo Branco, Joaquim Serrasqueiro, disse que "os hábitos de vida mudaram e, com essa mudança, surgiram as alterações na dieta das pessoas, que deixou de ser mediterrânica e passou para o ‘fast food’ ou para as refeições rápidas".
Joaquim Serrasqueiro revela que também "o exercício físico diminuiu em detrimento da sedentarização".
O estudo revela ainda que o excesso de peso surge mais nos homens (47,1%) do que nas mulheres (37,4%).
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