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Região 20 de julho de 2012

Covilhã: Assinado contrato de financiamento para construção da barragem da Ribeira das Cortes

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

O contrato de financiamento para a construção da barragem da Ribeira das Cortes, na Covilhã, foi hoje assinado pela autarquia local, representando um investimento de 28,2 milhões de euros.

O contrato de financiamento para a construção da barragem da Ribeira das Cortes, na Covilhã, foi hoje assinado pela autarquia local, representando um investimento de 28,2 milhões de euros.

A obra vai servir uma população de 70.000 pessoas, substituindo mais de uma centena de fontes de captação que abastecem atualmente o concelho, disse Carlos Pinto, presidente da Câmara Municipal da Covilhã (PSD).

"Mesmo que houvesse uma seca total durante dois anos, a Covilhã tinha água", disse o autarca em relação à capacidade da futura barragem, cuja construção deve arrancar até ao final deste ano, para ficar concluída em 2014.

Carlos Pinto atribuiu o avanço da obra ao empenho pessoal do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, e referiu que o projeto estava parado "por aselhice de alguns, o boicote de outros tantos, pela indiferença do primeiro-ministro do anterior governo”.

A cerimónia de assinatura do contrato de financiamento foi presidida pelo secretário de Estado Adjunto da Economia e do Desenvolvimento Regional, Almeida Henriques, para quem “não é admissível que uma cidade como a Covilhã seja a segunda a ter falta de água sempre que há situações de seca no país".

A cerimónia, que esteve agendada para 29 de junho, aquando da visita do ministro da Economia, foi cancelada nessa ocasião depois de várias autarquias que integram a empresa Águas do Zêzere e Côa terem manifestado a sua contestação, por carta, a Álvaro Santos Pereira.

Entretanto, segundo a Rádio Caria, aquelas autarquias decidiram a apresentação, no Tribunal Administrativo e Fiscal de Castelo Branco, de uma providência cautelar contra o Ministério da Economia pelo facto de o sistema de Águas do Zêzere e Côa não ter, alegadamente, sido ajustado com a saída do município da Covilhã.

As autarquias que integram este sistema dizem estar a ser prejudicadas pela saída da Covilhã da empresa.

O presidente da Câmara Municipal de Belmonte, Amândio Melo, disse que há municípios que também gostariam de sair da Águas do Zêzere e Côa e não podem por causa da lei.

"Nós só queremos que o Governo assuma a responsabilidade que tem em relação a esses municípios, que estão vinculados a um decreto-lei e por isso estão a ser prejudicados", referiu o autarca à Rádio Cova da Beira.

O presidente da Câmara Municipal da Covilhã criticou hoje, na cerimónia de assinatura do contrato, o que considerou "golpadas jurídico-epistolares de última hora" e escusou-se a comentar o assunto quando questionado pelos jornalistas.

Almeida Henriques, por seu turno, disse que, depois de pareceres solicitados pelo Governo, foi verificado que "tudo foi tratado dentro daquilo que é absolutamente legal", recusando pronunciar-se sobre os fundamentos da carta enviada pelos autarcas ao Ministério.
 

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