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Região 25 de julho de 2012

Castelo Branco: Enfermeiros acusam Unidade Local de Saúde de querer fechar maternidade do Amato Lusitano

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

A presidente do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) acusa o presidente da Unidade Local de Saúde de Castelo Branco de "estar a fazer um favor ao Governo", ao preparar-se para encerrar a maternidade do Hospital Amato Lusitano.

A presidente do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) acusou hoje o presidente da Unidade Local de Saúde de Castelo Branco de "estar a fazer um favor ao Governo", ao preparar-se para encerrar a maternidade do Hospital Amato Lusitano.

Guadalupe Simões fundamenta esta conclusão no facto de o conselho de administração da Unidade Local de Saúde (ULS) ter suspendido, sem negociação, o projeto Incubadora de Pais, que funcionava no Hospital Amato Lusitano desde 2006 e que fizera "aumentar o número de partos", enquanto funcionou, ao mesmo tempo que diminuira o número de idas à urgência, quer antes do parto, quer no pós-parto, já envolvendo o recém-nascido, segundo dados das enfermeiras responsáveis do projeto.

"Se este projeto foi uma opção válida para as mulheres quererem ter os seus filhos, com qualidade e segurança, ao acabar com um serviço de excelência, o conselho de administração apenas pode estar a querer encerrar a maternidade. Se assim for, o presidente da ULS tem de assumir o seu propósito", afirmou a presidente do sindicato em conferência de imprensa.

O SEP não aceita o fim da Incubadora de Pais, um serviço ao qual reconhecem excelência, tanto que, "colegas do Minho, da Bissaya Barreto e de Trás-os-Montes vieram aqui beber este exemplo para aplicar nas suas unidades, pois não havia antes um serviço assim".

O Sindicato nega ainda que o valor pago por hora às sete enfermeiras da incubadora fosse de 17,5 euros, o número avançado publicamente pelo presidente do conselho de administração da ULS.

"Esse era o valor médio que o SEP queria negociar com a administração da ULS, para ser pago a esta equipa, o que nem sequer é o valor mais alto que as enfermeiras mais qualificadas deveriam receber, mas que nunca chegou sequer a ser negociado, quanto mais pago, pois nunca foi marcada a reunião", esclarecem.

Num comunicado à população, de que o SEP foi portador, lê-se que, "contrariamente ao que pode ter sido interpretado, e conforme se pode verificar da consulta do respetivo Diário da República, estas enfermeiras auferem em média um valor de 9,25 euros por hora, no seu horário normal de trabalho".

A Incubadora de Pais funcionava no Serviço de Obstetrícia e Ginecologia do Hospital Amato Lusitano, prestando apoio a 1900 famílias, ao longo destes seis anos, com serviços de preparação para o parto pelo metido psicoprofilático, recuperação pós-parto e técnicas de massagem infantil.

Num comunicado, a equipa de sete enfermeiros que constituíam a Incubadora de Pais, esclarece que, "desde outubro de 2006, desenvolveu as suas intervenções de enfermagem até janeiro de 2012, altura em que foi interrompida a sua atividade por suspensão do pagamento dos serviços prestados pelas enfermeiras nesse contexto profissional".

Ainda de acordo com o documento, a Incubadora de Pais funcionou sempre, até ao momento da sua suspensão no início deste ano, fora do horário normal de trabalho, em pagamento de horas extraordinárias, porque as ações se desenvolviam além das 35 horas semanais normais.

"Auferíamos sempre e apenas o pagamento das horas de prestação direta de cuidados, ou seja, 28 horas semanais, repartidas pelas sete enfermeiras especialistas da equipa", concluem.

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