Por: Diario Digital Castelo Branco
A exposição dedicada à antiga mineração, aos mineiros e aos “apanhistas”, “gandaieiros” e “candongueiros” do concelho de Idanha-a-Nova completou um ano de existência. Durante o período que esteve exposta no Centro Cultural Raiano foi visitada por mais de mil alunos e professores.
A exposição dedicada à antiga mineração, aos mineiros e aos “apanhistas”, “gandaieiros” e “candongueiros” do concelho de Idanha-a-Nova completou um ano de existência. Durante este período em que esteve no Centro Cultural Raiano, o programa educativo especialmente preparado teve uma participação de mais de mil alunos e professores.
Centrada inicialmente na riqueza histórica e documental das minas de estanho, bário e volfrâmio de Segura, “Quando a gente andava ao Menério” torna-se agora itinerante e ajusta os seus conteúdos expositivos aos lugares mineiros por onde passará. A primeira paragem é S. Miguel de Acha.
De um passado secular de exploração de chumbo restam escombreiras e documentação pioneira nos estudos geológicos de Portugal. Mas são os tempos do “minério”, do estanho e volfrâmio, que perduram numa memória ainda vibrante de histórias e de protagonistas. Os responsáveis por esta exposição deram-lhe um carácter transdisciplinar inovador, Carlos Neto de Carvalho e Joana Rodrigues ocupam-se das marcas formais do passado mineiro que perduram na paisagem, Eddy Chambino vai ao encontro das memórias relatadas na experiência pessoal, Paulo Longo transforma a resultante num contexto museográfico que se presta ao diálogo e ao reviver de ofícios e práticas hoje extintas pela indústria mineira moderna. E tudo isto se vai passar em espaços públicos de utilidade diária, onde esta exposição se configura como uma viagem a um passado, ao mesmo tempo tão familiar e tão desconhecido.
Foi esta viagem bem acolhida no salão da Junta de Freguesia, onde no sábado passado a exposição “Quando a gente andava ao Menério – o caso de S. Miguel de Acha” abriu portas. Patente ao público até dia 19 de Agosto, é um pretexto enriquecedor para conhecer ou relembrar a harmoniosa arquitectura de granito setecentista de S. Miguel de Acha e percorrer as encostas do Taveiró através da sugestão de percurso que se pode encontrar no folheto da exposição, a “Rota d’Acha”.
É uma excelente oportunidade para desvendar mistérios, como o “Bom Ladrão”, o “Touro de ouro” ou o “Cabeço onde Mataram os Homens”.
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