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Região 21 de agosto de 2012

Proença-a-Nova: Figueira recria atividades tradicionais

Por: Diario Digital Castelo Branco

Aldeia de xisto promoveu animação com artesãos e visita a espaços comunitários durante dois dias. Ao longo da recriação das atividades que eram habituais há algumas décadas nesta aldeia do xisto do concelho de Proença-a-Nova, centenas de pessoas recordaram ofícios e objetos tradicionais. 

 “Não se viam tantas crianças na Figueira há 50 anos.” Ao mesmo tempo que ordenha as cabras e prepara o leite já coalhado para fazer queijo fresco, Lúcia Matias foi dando explicações às crianças que espreitavam tudo com curiosidade. Em dois dias de recriação das atividades que eram habituais há algumas décadas nesta aldeia do xisto do concelho de Proença-a-Nova, centenas de pessoas recordaram ofícios e objetos tradicionais.

“Dar vida a (x)isto” foi o lema escolhido para o evento, organizado sexta e sábado ao final da tarde pela Casa Ti Augusta, com apoio do Município, da Rede de Aldeias do Xisto e do Centro Ciência Viva da Floresta, que demonstrou como se fazia o sabão com produtos caseiros. Ao longo de um percurso através da aldeia, os visitantes puderam ver o forno comunitário em funcionamento, observar artesãos a trabalhar em cortiça, lã ou xisto e participar nas tarefas do mundo rural. O Grupo de Danças e Cantares de Sobreira Formosa colaborou na animação.

A par de espaços com importância na vida comunitária, como o moinho e a fonte onde ia buscar-se a água, o roteiro criado incluiu a passagem por casas habitualmente fechadas mas com objetos que encerram memórias do passado. Maria do Rosário Ramos mostrou um dos teares mais antigos do concelho, com mais de dois séculos, ao mesmo tempo que ia indicando aos visitantes a função de peças como a dobadoira ou a enchedeira de canelas. “Também aprendi e antes fazia mantas, mas agora já não tenho paciência”, confessou.

Além de aprenderem a jogar à malha ou a girar o arco, os mais novos deliciaram-se com um passeio de carroça pelas ruas da aldeia. Com apenas 30 habitantes regulares, a Figueira está integrada na Rede de Aldeias do Xisto e tem vindo a ser alvo de recuperação. Em março abriu portas o restaurante Casa Ti Augusta, ao mesmo tempo que foram calcetadas as ruas do núcleo central de xisto. No último fim de semana foram colocadas cancelas que recriam as antigas portas para impedir a entrada de lobos, durante a noite, e placas explicativas de alguns equipamentos comuns.

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