Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
O porta-voz do movimento Empresários pela Subsistência do Interior, Luís Veiga, defendeu hoje em a anulação de metade dos pórticos de portagem nas autoestradas A23, A24 e A25, por falta de alternativas.
O porta-voz do movimento Empresários pela Subsistência do Interior, Luís Veiga, defendeu hoje em a anulação de metade dos pórticos de portagem nas autoestradas A23, A24 e A25, por falta de alternativas.
A um mês de terminar o regime de 10 isenções mensais para empresas e residentes abrangidos pelas antigas vias Sem Custos para os Utilizadores (SCUT), o movimento espera que aquela medida faça parte do novo modelo a anunciar pelo Governo.
Ao mesmo tempo, os empresários pedem mais isenções e uma redução de preços.
A lei previa que as isenções acabassem a 30 de junho nas regiões com um índice de poder de compra acima de 80 por cento da média do PIB (Produto Interno Bruto) per capita nacional - o que manteria o benefício nas autoestradas do interior, mas não no Algarve (A22).
No entanto, um dia antes, o ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, anunciou o prolongamento do atual regime por mais três meses para se preparar "um novo modelo" ou "aperfeiçoar o existente ", referiu.
De olhos postos no calendário, Luís Veiga disse hoje à agência Lusa que o movimento Empresários pela Subsistência do Interior espera "bom senso" para que "sejam aplicadas três medidas" no modelo de portagens a adotar.
Uma delas é anular a cobrança nos troços em que não haja alternativa de circulação, o que "levaria ao fim de cerca de metade dos pórticos" das autoestradas da Beira Interior (A23, entre Guarda e Torres Novas), Interior Norte (A24, entre Viseu e Chaves) e Beiras Alta e Litoral (A25, entre Aveiro e Vilar Formoso).
Segundo Luís Veiga, "mesmo nos casos em que há supostas alternativas para ligeiros, elas não servem para os transportes de mercadorias. Nalgumas vias até é proibido circularem pesados".
Uma via alternativa, "tem que o ser para todos os meios de transporte", realçou.
Outra medida passa por "haver isenções sem limites para residentes e empresas nas zonas abrangidas pelas ex-SCUT, para preservar e fixar população e empresas".
A terceira medida proposta prevê "preços claramente mais baixos, para permitir que haja um fluxo interno entre os grandes centros e o interior, bem como o oriundo de Espanha", fluxos que estão em quebra, nomeadamente no setor turístico, realçou.
Luís Veiga acredita que "o limite da razoabilidade foi totalmente ultrapassado" na cobrança de portagens e que as medidas propostas pelo movimento "podem afastar o espetro de catástrofe económica e social que paira sobre o interior do país" e até "melhorar as receitas nas ex-SCUT".
De acordo com o porta-voz dos empresários, o secretário de Estado dos Transportes "fala de pressão da União Europeia para acabar com as isenções", por diferenciarem utilizadores das autoestradas, no entanto, "cabe ao Governo justificá-las".
Ou seja, "tem que ser o Governo a explicar a fragilidade do interior para justificar esta isenção e sem limitação de viagens".
O núcleo duro do movimento engloba cerca de 50 empresários dos distritos de Castelo Branco e da Guarda e respetivas associações de empresas, defendendo os interesses de cerca de 8.000 firmas, refere Luís Veiga.
O grupo foi criado no início de 2011 para lutar contra a introdução de portagens nas autoestradas do interior do país, mas desde então tem intervindo e apresentado propostas sobre outros temas.
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