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Região 11 de setembro de 2012

Caso/Cova da Beira: Advogado de patrão do grupo HLC lamenta que investigação tenha sido tão longa

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

O advogado Raul Soares da Veiga, que representa o empresário Horácio Carvalho no julgamento do caso 'Cova da Beira', que hoje começou, lamentou que a investigação tenha demorado tempo demais, mas considerou que o processo ainda não prescreveu.

 

O advogado Raul Soares da Veiga, que representa o empresário Horácio Carvalho no julgamento do caso 'Cova da Beira', que hoje começou, lamentou que a investigação tenha demorado tempo demais, mas considerou que o processo ainda não prescreveu.

Soares da Veiga falava à entrada do tribunal onde hoje começa o julgamento do caso ‘Cova da Beira’, que envolve corrupção e branqueamento de capitais e cujo mais mediático arguido é António José Morais, antigo professor de José Sócrates na Universidade Independente.

O advogado representa o arguido Horácio Luis de Carvalho, patrão do grupo HLC, responsável pela construção do aterro sanitário da Cova da Beira, distrito de Castelo Branco, que está acusado pelos crimes de corrupção passiva e branqueamento de capitais.

Pelos mesmos crimes estão acusados António José Morais e a sua ex-mulher, Ana Simões, que não quiseram prestar quaisquer declarações à entrada do tribunal, no Campus da Justiça, em Lisboa.

O caso remonta a 1996, quando a Associação de Municípios da Cova da Beira escolheu a empresa Ana Simões & Morais para a assessorar no concurso público.

Ambos são arguidos no caso por suspeitas de terem recebido dinheiro de Horácio Luís de Carvalho, dono da empresa HLC, que veio a ganhar o concurso, no valor de 12,5 milhões de euros, para a construção do aterro em 1997, depois de ter sido excluída no início do concurso e, posteriormente, readmitida.

As suspeitas de corrupção apoiam-se nos dados fornecidos por um banco offshore que funciona numa ilha do Canal da Mancha, autónoma do Reino Unido, mas considerada uma dependência da Coroa britânica.

Aqueles dados dão conta de 58 mil euros transferidos para uma conta aberta pela empresa Ana Simões & Morais no banco offshore onde Horácio Luís de Carvalho também tinha conta.

José Sócrates, que na altura dos factos era secretário de Estado do Ambiente, afirmou não ter tido qualquer influência, quer na escolha da empresa Ana Simões & Morais para prestar consultoria, quer na escolha da HLC para construir o aterro.

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