Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
Os autarcas de regiões transfronteiriças do Tejo e Douro apoiam a proposta da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), para que aquelas áreas sejam declaradas Património Mundial da Humanidade.
Os autarcas de regiões transfronteiriças do Tejo e Douro apoiam a proposta da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), para que aquelas áreas sejam declaradas Património Mundial da Humanidade.
Armindo Jacinto, vice-presidente da Câmara de Idanha-a-Nova, acredita nas potencialidades do Tejo Internacional e o município apoia "tudo o que sejam processos de valorização do património".
O autarca lidera também o Geopark Naturtejo, certificado pela UNESCO e refere que este tipo de trabalhos de classificação "são complexos", mas sempre positivos.
Mais do que "fazer já uma proposta, é preciso encontrar pessoas para trabalhar e avaliar as circunstâncias: se daí resultar uma candidatura, muito bem, senão, já terá sido feito um trabalho altamente positivo" em termos de estudos regionais, sublinha.
Uma ideia partilhada a Norte por António Edmundo, presidente da Câmara de Figueira de Castelo Rodrigo, município situado à beira do Douro.
Para o autarca, este tipo de iniciativas "tem um caderno de encargos muito rigoroso, que obriga todos os intervenientes a trabalhar no mesmo sentido".
António Edmundo apoia a pretensão de conseguir a classificação de Património Mundial da Humanidade e destaca os trabalhos já realizados "com o Parque Natural do Douro Internacional e a Faia Brava, primeira reserva privada de Portugal".
Por outro lado, a candidatura encaixa na estratégia do município de "preservação da natureza" e de apostar no ambiente como "bandeira de desenvolvimento".
A União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), um organismo ambiental, com delegação em Espanha, vai avançar com uma proposta para que as regiões transfronteiriças do Douro e Tejo sejam declaradas Património Mundial da Humanidade.
As áreas protegidas propostas são as Arribas do Douro Internacional, bem como algumas áreas abrangidas pelo Parque Natural do Tejo Internacional e zonas da Serra de São Mamede (Alto Alentejo), abrangendo sempre territórios de ambos os lados da fronteira.
"Não se trata da proposta de classificação de um território conjunto e de forma contínua, mas sim, o reconhecimento de várias núcleos com valores similares dentro deste grande ecossistema deste troços da região de fronteira que fariam parte integrante da mesma proposta a apresentar à UNESCO ", disse hoje à Agência Lusa, o presidente da UICN, Carlos Sanches.
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