Por: Diario Digital Castelo Branco
Artur Baptista da Silva, o homem que nos últimos dias deu três entrevistas na qualidade de coordenador do Observatório Económico e Social das Nações Unidas é afinal uma farsa. Segundo apurou o jornal i, foi o Ministério dos Negócios Estrangeiros que ao tentar confirmar o relatório que analisava a política de austeridade portuguesa deparou-se com uma fraude: nem o homem trabalha na ONU nem o observatório referido existe.
Artur Baptista da Silva, o homem que nos últimos dias deu três entrevistas na qualidade de coordenador do Observatório Económico e Social das Nações Unidas é afinal uma farsa. Segundo apurou o jornal i, foi o Ministério dos Negócios Estrangeiros que ao tentar confirmar o relatório que analisava a política de austeridade portuguesa deparou-se com uma fraude: nem o homem trabalha na ONU nem o observatório referido existe.
Sempre calmo e com respostas preparadas, nas três entrevistas que deu – jornal Expresso, SIC e TSF – defendeu que Portugal não deveria ter pedido o resgate financeiro à troika, uma vez que o Brasil já havia dado «luz verde» para comprar a dívida pública nacional. Algo que – antes da confirmação da falsa identidade deste homem – o i confirmou ser uma informação incorrecta através de uma fonte oficial do governo liderado por Dilma Rousseff.
Entrevistado no sábado pelo editor de política da rádio TSF, o homem disse que as condições da alegada ajuda lusófona beneficiariam mais Portugal que as que foram apresentadas pela troika. Em troca, o país precisaria apenas de oferecer contrapartidas a Brasília no âmbito das nacionalizações e do investimento.
As entrevistas correram o mundo e os media internacionais, como a Reuters, citaram este alegado especialista português. E adiantava que essa ajuda era legal: «Existe uma figura jurídica na UE que permite dar apoios estatais ao financiamento de objectivos comerciais internacionais desde que seja para defesa dos interesses culturais.»
Terminou a entrevista à TSF a criticar as condições do resgate financeiro a Portugal, considerando-as «incumpríveis». Aquilo que defendeu mereceu até um artigo de opinião de Nicolau Santos no Expresso desta semana: «O que diz Artur e o governo não ouve.»
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