Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
O novo álbum do fadista Hélder Moutinho, “1987”, foi gravado no Palácio dos Marqueses de Tancos, no bairro lisboeta da Mouraria, e é editado na segunda-feira.
O novo álbum do fadista Hélder Moutinho, “1987”, foi gravado no Palácio dos Marqueses de Tancos, no bairro lisboeta da Mouraria, e é editado na segunda-feira.
A escolha do espaço é justificada pelo fadista por reunir “excelentes condições ambientais e acústicas”.
O desafio partiu do produtor do álbum, Frederico Pereira, que propôs a Hélder Moutinho a captação dos instrumentos e da voz fora do ambiente habitual de estúdio, num espaço com várias salas com o fito de “captar efeitos acústicos” numa sala, noutra os instrumentos e numa terceira a voz do fadista.
O álbum divide-se em quatro capítulos, cada um com quatro letras de um poeta diferente, e ainda um “post scriptum” que é o fado “Bia da Mouraria”, de autoria de Fernando Tordo.
Hélder Moutinho assina os quatro fados que integram o primeiro capítulo, “Os dias da liberdade”, ao qual se segue “Luto de uma relação” com quatro fados de autoria de José Fialho Gouveia.
O terceiro capítulo, “Histórias de um desencontro”, é da responsabilidade de João Monge e “Maria da Mouraria” com temas assinados por Pedro Campos, o mesmo autor de “Montras”, uma criação de Mariza.
A maioria das composições são originais tendo o fadista registado apenas duas melodias tradicionais, o Fado Menor (popular) e o Esmeraldinha, de Júlio Proença.
As composições inéditas são assinadas por autores como João Gil, Marco Oliveira, Frederico Pereira e o próprio Hélder Moutinho. Pedro Campos assina todas as músicas das suas letras.
Segundo o fadista, o álbum conta “quatro histórias independentes”, assumindo o primeiro capítulo como “autobiográfico”.
Hélder Moutinho é acompanhado por Ricardo Parreira na guitarra portuguesa, Marco Oliveira na viola e Fernando Araújo no baixo acústico.
Desde 2009 que Hélder Moutinho não gravava um disco, confirmando com “1987” uma característica da sua carreira que é gravar um álbum por quadriénio. Quanto à escolha do número 1987, corresponde a um ano importante para o fadista.
“O ano de 1987 foi aquele em que consolidei uma série de valores que me permitiram crescer e tornar-me o homem que sou hoje”, enfatizou Hélder Moutinho.
Hélder Moutinho, 43 anos, gravou o primeiro álbum, “Sete fados e alguns cantos”, em 1999, cinco anos depois da sua estreia como fadista. Em 2005 recebeu o Prémio Amália para o Melhor Álbum pelo CD “Luz de Lisboa”, editado pela Ocarina.
Além de intérprete e poeta, cantado por outros fadistas, nomeadamente Maria Amélia Proença, Joana Amendoeira ou Marco Oliveira, é também produtor musical e agente artístico, organizando, entre outros eventos, as noites de fado no Castelo de S. Jorge, em Lisboa, por ocasião das Festas da Cidade.
Receba as principais notícias no seu email e fique sempre informado.
© 2026 Diário Digital Castelo Branco. Todos os direitos reservados. Desenvolvido por Albinet