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Cultura 14 de agosto de 2013

Idanha-a-Nova: Salvaterra do Extremo recebe Exposição “Quando a gente andava ao menério”

Por: Diario Digital Castelo Branco

No seu itinerário de dois anos pelas antigas paisagens mineiras do concelho de Idanha-a-Nova, a exposição “Quando a gente andava ao menério” organizada pelo Centro Cultural Raiano em parceria com a Naturtejo, EIM, está agora exposta em Salvaterra do Extremo.

No seu itinerário de dois anos pelas antigas paisagens mineiras do concelho de Idanha-a-Nova, a exposição “Quando a gente andava ao menério” organizada pelo Centro Cultural Raiano em parceria com a Naturtejo, EIM, está agora exposta em Salvaterra do Extremo.

Vivendo das sinergias locais, esta exposição conta agora com o apoio da Junta de Freguesia de Salvaterra do Extremo e da Associação Cultural, Recreativa e Social para o Desenvolvimento de Salvaterra do Extremo a qual, através de José Joaquim Rascão, foi imprescindível nos trabalhos de campo e no levantamento da memória existente sobre o passado mineiro.

A exposição “Quando a gente andava ao menério” mostra um passado menos conhecido da região, que remonta a tempos pré-romanos e que se estendeu até há década de sessenta, e que envolveu milhares de trabalhadores entre a Segunda Guerra Mundial e o inicío da Guerra Fria.

No entanto, esta exposição realça um aspecto da grande riqueza em recursos naturais da região do Geopark Naturtejo da Meseta Meridional, de que a exploração mineira e de rochas ornamentais apresentam-se ainda hoje com viabilidade económica potencial, como testemunham os numerosos estudos efectuados na região.

O património mineiro existente encontra-se praticamente abandonado, apesar do esforço da Naturtejo, EIM e de alguns municípios do Geopark Naturtejo em dá-lo a conhecer conhecendo o potencial que este terá para o desenvolvimento turístico da região por comparação com numerosos casos de valorização em Espanha e um pouco por toda a Europa, mas a memória dos tempos do menério ainda está bem viva em todos aqueles que os viveram e que participaram na recolha documental sistemática que está a ser feita pelo Centro Cultural Raiano.

No caso de Salvaterra do Extremo procura valorizar-se as importantes minas de chumbo dos Currais de Arvela, mas também as actividades informais em torno do estanho, do volfrâmio e do ouro, assim como as relações empresariais transfronteiriças em torno dos fosfatos nos finais do séc. XIX e, ainda e sempre o contrabando, actividade que ressalta da identidade de Salvaterra do Extremo e que, durante a Segunda Guerra Mundial, não poderia deixar de estar aqui presente também no que diz respeito aos grandes eixos internacionais do Volfrâmio. É precisamente no Erges, rio que marca a fronteira, que têm surgido este ano algumas iniciativas promovidas pela Naturtejo em torno de práticas ancestrais relacionadas com a exploração de ouro, de que foram exemplos o Goldfest 2013 e o workshop de garimpo de ouro realizado no âmbito do Festival Salva a Terra.

A exposição estará patente ao público no histórico edifício dos antigos Paços do Concelho até ao final do mês de Agosto. Para visitar é necessário contactar a Junta de Freguesia de Salvaterra do Extremo ou a Casa do Forno, empresa local que possibilita visitas guiadas por geólogos especialistas em minas e que oferece diversos programas de visita às antigas minas existentes na zona, em pleno Parque Natural do Tejo Internacional.

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