Por: Diario Digital Castelo Branco
“Poetas como nós” é o título da exposição de cerâmica contemporânea, do cartoonista Zé Dalmeida, que é inaugurada na sexta-feira, às 19:00, na galeria do Museu Municipal Bordallo Pinheiro, em Lisboa.
“Poetas como nós” é o título da exposição de cerâmica contemporânea, do cartoonista Zé Dalmeida, que é inaugurada na sexta-feira, às 19:00, na galeria do Museu Municipal Bordallo Pinheiro, em Lisboa.
A exposição é constituída por várias dezenas de pequenas esculturas policromadas, em cerâmica, representativas de diferentes poetas portugueses, como Florbela Espanca, Adília Lopes ou Herberto Helder.
Num texto enviado à Lusa, o artista plástico afirma que o título da exposição se inspirou no livro “Cão como Nós”, do poeta Manuel Alegre. “O livro é um poema, um elogio da amizade. Deu-me o mote para 'Poetas como Nós'”, escreve o ceramista, antigo grafista do jornal O Século.
Zé Dalmeida afirma que este foi o mote “para uma revisitação aos poetas” que “tocaram e [lhe] mudaram a vida”.
“De início encaminhei-me para aqueles que conheci, os que naquele tempo [de fascismo] para ganharem a vida iam para a publicidade, onde eu também trabalhava. Era uma poesia sem pão”, escreve, mas acabou por alargar o leque e incluir outros poetas, como Florbela Espanca, que não conheceu.
Segundo o Museu, esta exposição, que ficará patente até março de 2014, propõe um “retrato humorístico dos poetas portugueses do século XX”. “Os ‘seus’ poetas denotam a compreensão do retrato físico, aliado ao conhecimento da escrita de cada um e sempre numa perspetiva criativa, suscitando o riso”, lê-se numa nota do Museu.
Zé Dalmeida, de 70 anos, publicou os primeiros desenhos humorísticos no “Juvenil”, suplemento do Diário de Lisboa, nos começos da década de 1960, foi cartoonista dos jornais Página 1, Jornal do Fundão e da revista Noticias de Angola. Foi ainda Cofundador da revista de defesa do consumidor Conteste e do semanário Gazeta da Semana.
“Cheque mate na Ditadura” (1975), em parceria com Vitor Ribeiro, foi o seu primeiro álbum de cartoons, a que se seguem “Gazeta do Cartoon” (1977), com Fernando Relvas, “Coração de Cartoon” (1985), “Coisas de Vinho” (1999), com poemas de Manuel da Silva Ramos, “História de Portugal- Luzes e Lusitos” (2002) e “Humor em Sustenido – Cerâmica” (2006), com comentários do compositor e pianista António Pinho Vargas. Paralelamente, Zé Dalmeida tem realizado diversas exposições individuais.
A sua obra foi distinguida com vários prémios de cartoon, designadamente o prémio RTP - Vide os Ditos, Humor no século XVI (1980), Rafael Bordalo Pinheiro (1985) e Stuart Carvalhais (1985), pelo Conselho de Imprensa, e os prémios municipais Rafael Bordalo Pinheiro (1993 e 1994).
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