Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
A escritora Maria Velho da Costa recebe, no próximo dia 12, quinta-feira, pelas 19:00, na Culturgest, em Lisboa, o Prémio Vida Literária da Associação Portuguesa de Escritores (APE), anunciou hoje esta instituição.
A escritora Maria Velho da Costa recebe, no próximo dia 12, quinta-feira, pelas 19:00, na Culturgest, em Lisboa, o Prémio Vida Literária da Associação Portuguesa de Escritores (APE), anunciou hoje esta instituição.
O galardão, no valor de 25.000 euros, distingue “uma personalidade da nossa cultura, com um percurso devotado à Literatura Portuguesa”, afirma a APE no mesmo comunicado.
Quando da divulgação do prémio, no passado dia 02, o presidente da APE, José Manuel Mendes afirmou que a obra de Maria Velho da Costa “revela um poder de criatividade e inovação porventura incomparáveis”.
A escolha da autora de “Casas Pardas” foi unânime, sublinhou na altura o presidente da APE, que referiu o "percurso literário - e pessoal - de invulgar dimensão” de Maria Velho da Costa, que apontou como sendo uma “personalidade maior da vida de literária do país”.
Referindo-se à bibliografia da escritora, de 75 anos, o presidente da APE afirmou que, “em toda a sua diversidade, nos dá conta de uma relação muito peculiar com a Língua Portuguesa, o trabalho da língua, a oficina e a construção naquilo que é algo, que é particularmente inconfundível na Língua Portuguesa”.
Maria Velho da Costa foi, até hoje, a única mulher que presidiu à direção da APE, cargo no qual sucedeu a José Gomes Ferreira, e dirigiu a revista literária Loreto, de 1978 a 1988. Em 2002 recebeu o Prémio Camões e tinha sido já distinguida com os prémios Cidade de Lisboa, pelo romance “Casas Pardas”, em 1977, D. Dinis, por "Lucialima", em 1983, e o Grande Prémio de Novela e Romance, por “Irene ou o contrato social”, em 2000.
Em 1994, Maria Velho da Costa recebeu o Grande Prémio do Conto Camilo Castelo Branco pela obra "Dores", em 1997, o Prémio Vergílio Ferreira, da Universidade de Évora, pelo conjunto da sua obra e, em 2008, ganhou o Prémio Correntes d'Escritas-Casino da Póvoa pelo romance "Myra".
Maria Velho da Costa é uma das três autoras, ao lado de Maria Teresa Horta e Maria Isabel Barreno, de “Novas Cartas Portuguesas” (1972), obra proibida pela Censura antes do 25 de Abril de 1974, que lhes valeu a instauração e um processo que terminou em absolvição, depois da Revolução de Abril que pôs fim à ditadura do Estado Novo.
O Prémio vida Literária, integralmente patrocinado pela Caixa Geral de Depósitos, distinguiu já Miguel Torga, José Saramago, Sophia de Mello Breyner Andresen, Óscar Lopes, José Cardoso Pires, Eugénio de Andrade, Urbano Tavares Rodrigues, Mário Cesariny, Vitor Aguiar e Silva, Maria Helena da Rocha Pereira e João Rui de Sousa.
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