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País 2 de abril de 2011

Eleições: Mário Soares pede que se evitem “os grandes conflitos interpartidários” até às legislativas

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

O ex-Presidente e ex-primeiro-ministro Mário Soares apelou na sexta-feira aos partidos para que, até às eleições legislativas de 5 de junho, evitem “os grandes conflitos partidários”, e aos políticos que “não se injuriem uns aos outros”. O ex-Presidente e ex-primeiro-ministro Mário Soares apelou na sexta-feira aos partidos para que, até às eleições legislativas de 5 de junho, evitem “os grandes conflitos partidários”, e aos políticos que “não se injuriem uns aos outros”.

No início do ciclo Grandes Debates do Regime, sob o tema “Democracia no séc. XXI: que hierarquia de valores?” – iniciativa da Câmara do Porto e que decorreu na sexta-feira na Biblioteca Almeida Garrett - Mário Soares afirmou que aquilo que interessa agora, até às eleições, é evitar "os grandes conflitos interpartidários".

Confessando que não sabe se isso é possível, Soares disse ainda que é preciso que "os políticos dos respetivos partidos não se injuriem uns aos outros".

“Mesmo que consideremos um político que não tem um passado muito glorioso em matéria de respeito pelos dinheiros alheios ou outro que diga uma coisa e depois diga outra, não podemos estar a chamar que este é um bandido e este é um mentiroso”, defendeu.

Para Soares “os partidos têm de perceber que têm que fazer um grande exame de consciência sobre eles próprios, porque estão eles próprios a perder credibilidade”.

Sobre o tempo em que foi primeiro-ministro, Soares recordou um Governo de coligação que chefiou em 1983/85.

“Uma coligação em que tudo se passava à volta do Governo, como senão houvesse coligação pela razão de que eu e o chefe do partido que estava na coligação com os socialistas - o professor Mota Pinto - tínhamos uma confiança absoluta entre um e outro e podíamos falar bem”, lembrou.

Para o socialista Mario Soares, “é isso que falha neste momento em Portugal e isso é realmente grave”.

“E falha porque os partidos deixaram-se esclerosar um bocado e começaram a entrar em crispação”, condenou.

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