Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
Segundo as previsões de primavera do “Ernst & Young Eurozone Forecast”, o relatório trimestral que efetua a previsão da evolução macroeconómica em todos os países da zona euro, a demissão do primeiro-ministro, José Sócrates, no final de março demonstra que “o país vai precisar de recorrer à ajuda externa, seja do Fundo Monetário Internacional (FMI), seja do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF) antes de junho, a data mais crítica nos reembolsos de dívida”.
A Ernst & Young considera que, até ao momento, “os esforços para acalmar os mercados não têm tido os benefícios esperados”, uma vez que a República Portuguesa terá de devolver ao mercado 10 mil milhões de euros, até junho.
Apesar de as medidas de austeridade “começarem a dar sinais de melhoria das finanças públicas, é mais que provável que Portugal entre em recessão este ano”, prevê a Ernst & Young, que estima uma queda do PIB de 1,1 por cento este ano.
De acordo com a estimativa, o PIB português só deverá dar sinais de recuperação em 2012, ano em que deverá situar-se nos 0,7 por cento. Em 2013 deverá chegar aos 1,4 por cento, em 2014 aos 1,6 por cento e, em 2015, deverá situar-se nos 1,8 por cento, de acordo com as previsões dos analistas.
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