Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
“Se o PS ganhar sem maioria farei o meu melhor, como fiz no passado, para que Portugal tenha um Governo maioritário. Portugal precisa de um Governo forte, um Governo com maioria na Assembleia da República”, defendeu José Sócrates.
Em entrevista à RTP, o primeiro-ministro foi questionado se o Presidente da República não devia dar posse a um Governo minoritário e respondeu que isso “não está nas mãos” do Chefe de Estado.
“Não está nas mãos do Presidente da República comandar isso, isso depende dos partidos”, afirmou.
O Chefe de Governo demissionário recusou antecipar se deixará a liderança do PS caso perca as eleições, insistindo que não vira a cara “às dificuldades” e vai “lutar pela vitória do Partido Socialista”.
Sócrates recusou também antecipar cenários de eventuais coligações, nomeadamente com o PSD, mas defendeu que, mesmo que o PS perca as eleições, Portugal deve ter um governo maioritário.
Confrontado com a prossecução de grandes obras públicas, como o comboio de alta velocidade, o primeiro-ministro, afirmou que, em relação ao TGV há um “concurso realizado, adjudicado, negociado com os bancos, com taxas muito baixas”.
“Temos o financiamento garantido e devemos desistir essa obra?”, questionou, argumentando a sua importância para o desenvolvimento económico.
“Já temos esses contratos assinados”, afirmou, admitindo que, em relação a outros projetos que não estão nessa situação, a atual situação financeira faça “repensar” a sua concretização.
José Sócrates garantiu que caso seja eleito irá “com certeza” repor o sistema de avaliação de professores, referindo que espera ainda que não seja revogado.
Para o primeiro-ministro, a rejeição do modelo de avaliação docente no Parlamento, pelos partidos da oposição, “foi um gesto de eleitoralismo, que ficará para a história a marcar o caráter de uma liderança”.
“A isso se chama uma golpada eleitoral”, afirmou, referindo-se ao facto de a discussão na generalidade, na especialidade e votação final global terem decorrido no mesmo dia, a tempo de seguir para Belém a iniciativa legislativa, onde se encontra para promulgação pelo Presidente.
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