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País 6 de abril de 2011

Crianças portuguesas valorizam mais roupa do que brinquedos

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

As crianças portuguesas dão mais importância à roupa e ao calçado do que aos brinquedos, revelam os resultados de um estudo que será apresentado na quinta-feira no Porto. As crianças portuguesas dão mais importância à roupa e ao calçado do que aos brinquedos, revelam os resultados de um estudo que será apresentado na quinta-feira no Porto.

A autora do estudo, Luísa Agante, docente do IPAM – The Marketing School, disse à agência Lusa que a grande valorização das roupas foi uma das principais conclusões do estudo, realizado em 2008 e que envolveu 249 crianças dos segundo e terceiro anos de quatro escolas portuguesas, uma das quais privada.

No estudo “O significado das compras para as crianças: uma comparação entre Portugal e os EUA”, Luísa Agante utilizou a técnica do desenho sob a instrução “Desenha o que te vem à mente, quando pensas em ir às compras”.

A investigadora usou a mesma metodologia utilizada em 1989 nos Estados Unidos, num outro estudo envolvendo 112 crianças do segundo ao quarto anos.

Luísa Agante reconheceu a fragilidade de comparar resultados de estudos tão distantes no tempo, afirmando que é seu objetivo repetir o método nos Estados Unidos e na Ásia, para poder fazer comparações interculturais.

A docente, que completou doutoramento em 2010, tem vindo a estudar há mais de 10 anos, desde a tese de mestrado, a importância que as pessoas dão à roupa e o crescimento do materialismo nas crianças.

“Damos muita importância à roupa e ao calçado. É algo específico do sul da Europa”, afirmou, salientando que “estar ‘in’ ou estar ‘out’” para os rapazes e para as raparigas tem muito a ver com o que calçam e vestem.

No mesmo estudo, Luísa Agante concluiu também que as crianças desenham muito leite e iogurtes, o que atribuiu às campanhas específicas de consumo de leite na União Europeia.

“Num terceiro nível, verificou-se o quão importante são para as crianças as marcas dos retalhistas, alimentares e não alimentares”, acrescentou.

Salvaguardando as distâncias temporais, a investigadora concluiu que as crianças portugueses de 2008 vão mais às compras com os pais do que as norte-americanas de 1989, o que considerou indiciador de diferentes padrões de compra.

Os resultados do estudo vão ser apresentados na quinta-feira no VI Seminário de Marketing Infantil, organizado pelo IPAM e pela BrandKey, e que conta com mais 15 oradores, entre os quais David Buckingham, professor do Instituto da Educação da Universidade de Londres.

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