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País 7 de abril de 2011

Ajuda externa: Atitude dos principais bancos foi toque final para não ser mais possível resistir – Almeida Santos

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

 O presidente do PS, Almeida Santos, considerou hoje que a atitude dos principais bancos, ao declararem que não emprestavam mais dinheiro ao Governo, foi o “toque final” para não ser mais possível resistir à ajuda externa. O presidente do PS, Almeida Santos, considerou hoje que a atitude dos principais bancos, ao declararem que não emprestavam mais dinheiro ao Governo, foi o “toque final” para não ser mais possível resistir à ajuda externa.

O primeiro-ministro, José Sócrates, anunciou quarta-feira que o Governo português fez um pedido de assistência financeira à Comissão Europeia.

Em declarações à Agência Lusa, Almeida Santos considerou que esta é “uma notícia inevitável em resultado da atitude que tomaram os bancos quando declararam que não emprestavam mais dinheiro ao Governo”.

“Era o que faltava para o primeiro-ministro ceder às pressões que estavam a exercer. A atitude dos principais bancos foi decisiva”, considerou, acrescentando que foi “o toque final” para não ser mais possível resistir à ajuda externa.

O presidente do PS lembrou ainda que “a principal causa desta situação é a crise económica e financeira, de que já ninguém fala”.

“Hoje todas as consequências dela são culpa do Governo e até às vezes culpa exclusiva do primeiro-ministro”, condenou.

Questionado sobre as situações de crise pelas quais Portugal já passou, Almeida Santos considerou que esta “não é igual às do passado porque quando Portugal as viveu era um país isolado na necessidade de auxílio externo”.

“Neste momento não somos os únicos porque hoje grandes países - Espanha, França, Inglaterra, Bélgica – estão em situação difícil”, explicou.

O histórico socialista recordou ainda que na altura “o FMI fez um empréstimo normal a Portugal”, que “foi chamado até o grande empréstimo, que salvou o país”.

“Se as coisas se pudessem passar agora como se passaram então não havia que diabolizar o FMI mas infelizmente não se poderão passar da mesma forma”, sublinhou.

Almeida Santos disse ainda estar “convencido de que não houve a possibilidade de resistir ao auxílio externo porque os juros dispararam”.

“Mas o Fundo Europeu de Estabilização Financeira, não o FMI. É verdade que o FMI tem o papel de conselheiro desse fundo mas uma coisa é ser conselheiro, outra é ser ele a definir as medidas que exigiria, que seriam necessariamente mais duras se não houvesse o fundo europeu”, defendeu.

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