Por: Diario Digital Castelo Branco
O primeiro-ministro, José Sócrates, anunciou quarta-feira que o Governo português fez um pedido de assistência financeira à Comissão Europeia.
Em declarações à Agência Lusa, Luís Filipe Menezes afirmou que “independentemente de ser um ato sensato” não fez esquecer que ainda há 48 horas ouviu “o primeiro-ministro a jurar que nunca pediria ajuda internacional até às eleições”.
“O primeiro-ministro não acerta uma, não vale a pena. É um caso estafado de incapacidade e de alguém que está completamente gasto para o cargo”, criticou.
Assim, para o presidente social democrata da Câmara de Gaia o pedido de ajuda externa “é uma atitude correta”, salientando que este “vai aliviar o sistema financeiro português, criar condições para pensar em reformas estruturais e fazer com que o país possa descansar, tranquilizar-se durante algumas semanas”.
“É o princípio de um novo ciclo. Agora batemos no fundo, vamos resolver os nossos problemas, é esta a atitude que devia ser tomada. Não há que ter vergonha”, enfatizou.
Menezes salientou que há outros países que recorreram à ajuda externa – Irlanda e Grécia - e outros que estão a ser pressionados – Espanha, Bélgica –, considerando que Portugal não tem que “considerar isto uma desonra”.
“É uma necessidade também fruto do falhanço das políticas europeias. A senhora Merkel e o senhor doutor Barroso não são alheios ao falhanço. Quando falha a Europa do Sul falha a Europa toda”, apontou.
Para o ex-líder laranja este pedido de ajuda externa “é um encontro com a realidade e não há nada melhor na política que o reencontro com a verdade e com a realidade”.
“É evidente que se levou esta situação a um extremo que não era aceitável. A pressão sobre os juros da dívida, nomeadamente no leilão de quarta-feira, traduzem este esticar de corda desnecessário por parte do primeiro-ministro”, declarou.
No entanto, para Menezes “mais vale tarde do que nunca”.
“O primeiro-ministro foi obrigado a reconhecer que tinha errado completamente as suas previsões e é ridículo dizer que foi por causa do PEC 4”, defendeu.
Receba as principais notícias no seu email e fique sempre informado.
© 2026 Diário Digital Castelo Branco. Todos os direitos reservados. Desenvolvido por Albinet