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País 8 de abril de 2011

Ajuda externa: Presidente do BES admite influência dos banqueiros na decisão do Governo

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

O presidente do BES, Ricardo Salgado, admitiu hoje que os banqueiros tiveram influência na decisão do Governo em pedir a ajuda ao fundo europeu e ao Fundo Monetário Internacional (FMI). O presidente do BES, Ricardo Salgado, admitiu hoje que os banqueiros tiveram influência na decisão do Governo em pedir a ajuda ao fundo europeu e ao Fundo Monetário Internacional (FMI).

“Os banqueiros contribuíram de alguma forma. Acredito que o Governo ainda iria tentar aguentar mais algum tempo, mas não dava mais”, afirmou quinta-feira Ricardo Salgado, no jantar da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Alemã, em Lisboa, onde foi convidado de honra.

De acordo com o banqueiro, que defendeu, durante muito tempo, que o país não precisava de ajuda externa, a situação “agravou-se” com o chumbo parlamentar às medidas de austeridade.

“Com a queda do Governo criou-se uma situação insustentável que tinha de ser resolvida”, disse Ricardo Salgado, que na terça-feira, em entrevista à TVI, afirmou ser urgente um pedido de ajuda.

Estas declarações aconteceram apenas um dia depois de a mesma opinião ter sido partilhada pelo presidente do BCP, Santos Ferreira.

O presidente do BPI, Fernando Ulrich, já anteriormente tinha defendido a intervenção externa.

Apesar de Portugal se juntar agora à Grécia e à Irlanda no pedido de ajuda externa, o líder do BES fez questão de reiterar que a situação de Portugal “não tem nada a ver” com a destes países.

Quanto ao programa de correção que será aplicado em Portugal pelo Fundo Europeu de Estabilização Financeira, Ricardo Salgado mostrou-se pouco confiante na margem de manobra das autoridades portuguesas.

“Não sei se haverá lugar a uma negociação, talvez seja mais uma imposição”, afirmou.

Para o futuro, o banqueiro defende uma melhor coordenação dos países europeus e das instituições da União Europeia.

“Nesta crise, só o Banco Central Europeu (BCE) esteve à altura. A Europa tem de se coordenar melhor, tem de se orientar para homogeneidade das políticas orçamentais, fiscais e mesmo internacionais”, concluiu.

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