Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
Jaime Gama, que recusou substituir Almeida Santos como presidente do PS e que anunciou que deixará de ser deputado na próxima legislatura, defendeu que “o PS vence não quando recua ou se entrincheira, mas quando se liberta e descongela”.
O PS, defendeu, vence, “quando sobe, quando não ataca nem reage a ataques, mas propõe, aponta caminhos, aponta soluções, demonstra capacidade para contornar dificuldades para resolver problemas e para vencer”.
“Essa é a dimensão da vitória, que não é o esmagamento de ninguém”, afirmou.
Segundo Jaime Gama, os socialistas têm que “estar bem preparados para um combate e para um diálogo, para um luta e para uma proposta, para um slogan e para uma ideia, para um enfrentamento e para um abraço”.
“E esta é a marca para um política sã, que o país exige pelas dificuldades pressentes”, afirmou.
Numa altura que estão em curso as negociações do pacote de assistência financeira de Portugal, que exigem entendimento entre partidos, Gama lembrou que “segunda-feira é o primeiro dia útil de uma semana muito exigente para começar a trilhar um caminho”.
Esse caminho é o da “responsabilidade, que é também o caminho da afirmação da substância da marca credível” do PS.
Jaime Gama defendeu que o PS “é chamado, uma vez mais, a conciliar a dificuldade de um período eleitoral, com a responsabilidade de ter que gerir, a bem do interesse nacional, esta fase de negociação urgente, imperativa, com a União Europeia”.
Desta negociação, sublinhou o presidente da Assembleia da República “depende o futuro da capacidade imediata da realização de pagamentos pelo Estado” e “depende o futuro da capacidade imediata de financiamento das empresas pela banca”.
Gama defendeu também a necessidade de o PS ter não só uma “agenda social moderna”, mas ter uma agenda “para o crescimento económico, para o crescimento sustentado, para a atração de investimento, para a realização dos ajustamentos internacionais necessários ao futuro competitivo, concorrencial, dinâmico, da economia portuguesa”.
O fundador do PS considerou que a crise política talvez pudesse “ter sido evitada, com outro tipo de perspetiva e de intervenientes”, fazendo igualmente uma “homenagem” ao secretário-geral socialista, pela “modernidade e eficácia”, considerando que “essa marca [de José Sócrates] vai sempre sobressair sobre toda e qualquer outra marca”.
O histórico socialista terminou a intervenção, perante um Congresso que repetiu no fim os aplausos de pé que tinham acolhido a sua subida ao palco, com uma despedida, considerando que “a grande lição” dos socialistas é que consideram “a intervenção política” como “um serviço público”.
“Todos somos e devemos ser substituíveis, não há nenhum de nós que seja insubstituível. No nosso coração, a única coisa que será sempre insubstituível é o PS”, afirmou.
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