Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
“Para continuar a merecer a confiança dos portugueses é preciso que o PS assuma que nem tudo foram rosas na governação e que nem sempre a rosa cheirou muito bem. O PS também cometeu erros e assumi-los será meio caminho andado para os corrigirmos”, defendeu Ana Gomes, durante uma intervenção no XVII Congresso do PS, que termina hoje na Exponor, em Matosinhos.
Para a eurodeputada, a nacionalização dos “ossos” do BPN “sem nacionalizar as empresas lucrativas do grupo SLN” e o “desvio e desperdício de dinheiros do Estado em consultadorias, ‘outsorcing’ e corrupção em várias empresas públicas”, são alguns dos erros da governação socialista.
Nesse sentido, Ana Gomes apontou alguns caminhos, como o dever do PS em assegurar “transparência e justiça na distribuição dos sacrifícios”, a começar por bancos e transações financeiras que “não podem continuar a ser escandalosamente privilegiadas na fiscalidade”, bem como a renegociação das parcerias público-privadas”.
“O PS vai ter que ter a coragem de dizer aos portugueses o que vem aí: muito trabalho, muito suor e até com certeza muitas lágrimas”, afirmou.
A eurodeputada socialista deixou ainda duras críticas à banca portuguesa: “em duas semanas, além dos ataques das agências de rating, sofremos a indignidade de ver os nossos banqueiros a encostar os revólveres à cabeça do Governo, obrigando ao pedido de empréstimo externo”.
“As contrapartidas vão ser muito mais estranguladoras do que o PEC chumbado”, alertou, criticando a atual Europa, “sem solidariedade e sem coesão”, bem como a “fraquíssima liderança” da Comissão Europeia, de Durão Barroso, “submissa a diretórios de geometria variável, com eixo em Berlim”.
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