Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
A Junta de Freguesia da Erada, Covilhã, anunciou que, conjuntamente com os pais e restantes populares da aldeia, promoveu este sábado uma manifestação contra o encerramento da escola local.
A Junta de Freguesia da Erada, Covilhã, anunciou que, conjuntamente com os pais e restantes populares da aldeia, promoveu este sábado uma manifestação contra o encerramento da escola local.
O presidente da junta, João Ramos Almeida, referiu que esta ação de protesto teve como objetivo "fazer com que o Governo perceba que, além da autarquia, toda a população está em completo desacordo com esta medida que só serve para prejudicar o Interior".
"Hoje, fecham-nos a escola, amanhã será o infantário e não sabemos o que será a seguir, porque já não resta muito. Estão a contribuir para desertificarem a nossa aldeia e para que percamos cada vez mais a nossa identidade", acusou.
João Ramos Almeida também rejeitou o argumento de que o encerramento se poderia justificar porque a escola tem menos de 10 alunos (atualmente são sete), já que, conforme sublinhou, "essa é uma situação que se alterará no futuro".
"No ano letivo de 2015/2016, vão entrar para a escola mais 11 alunos e só sairá um, ou seja, ficamos com 17 alunos, que teriam de ser deslocalizados com todos os prejuízos que isso acarreta", apontou.
Entre os argumentos do presidente da junta contam-se "as despesas que implicará para a câmara municipal", as dificuldades para os pais, "que deixam de poder contar com o apoio familiar de proximidade que agora é possível", bem como as consequências em termos de postos de trabalho.
"Temos cinco pessoas que prestam serviços conjuntos à escola e ao jardim-de-infância e que asseguram os almoços e as Atividades de Tempos Livres. Ora, se a escola fecha, certamente que vão querer reduzir o número de postos de trabalho. E claro que isso nos preocupa, tal como nos preocupa que a seguir avancem para o jardim-de-infância, sem ter em conta que estamos a falar de crianças de colo", apontou.
João Ramos Almeida garantiu ainda que a junta não desistirá e que a providência cautelar que a Câmara Municipal da Covilhã prometeu interpor no tribunal irá mesmo avançar.
Na Covilhã, a Escola de 1.º ciclo de Ensino Básico do Barco também integra a lista dos estabelecimentos de ensino a encerrar este ano.
O Ministério da Educação e Ciência anunciou, no dia 21 de junho, que vai fechar 311 escolas do 1.º ciclo do Ensino Básico e integrá-las em centros escolares ou outros estabelecimentos de ensino, no âmbito do processo de reorganização da rede escolar.
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