Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
As crianças da Erada, Covilhã, já foram hoje para escola de acolhimento, depois de ontem os pais as terem ido levar à escola daquela localidade como forma de protesto contra o encerramento daquele estabelecimento.
As crianças da Erada, Covilhã, já foram hoje para escola de acolhimento, depois de ontem os pais as terem ido levar à escola daquela localidade como forma de protesto contra o encerramento daquele estabelecimento.
"Apesar de continuarmos contra o fecho da nossa escola e apesar de acharmos que os nossos filhos estavam melhor aqui [na Erada], também temos de ter em conta que há uma resposta à providência cautelar e que os nossos filhos não podem ser prejudicados. Por isso, tivemos de aceitar que as crianças vão para o Paul (escola de acolhimento), o que já aconteceu hoje", disse à agência Lusa Marta Martins, uma das mães das sete crianças em idade escolar do primeiro ciclo.
Na segunda-feira, os pais levaram as crianças para a escola daquela freguesia, já encerrada, situação que criticaram duramente, até porque, segundo garantiram, as entidades competentes não as informaram de qual seria o procedimento a adotar.
Os pais referiram que nem a Câmara da Covilhã nem o agrupamento de escolas lhes tinha dado resposta aos pedidos de informação e que desconheciam "oficialmente" qual seria a escola de acolhimento ou tão pouco se o transporte e a alimentação estavam assegurados.
Perante a presença do vereador da Educação, Jorge Torrão, não pouparam críticas à forma como o processo foi conduzido, mas o autarca garantiu desde o primeiro momento que estava "solidário" com os pais e que a questão do transporte e alimentação estava assegurada, garantia que manteve numa reunião realizada ao final do dia.
"Propuseram-nos que as crianças fossem de autocarro, mas rejeitamos porque os nossos meninos são muito pequenos e eles aceitaram que o transporte fosse realizado num táxi. Quanto à alimentação, disseram que seria a empresa contratada pela câmara a fornecê-la", adiantou Marta Martins.
Esta escola faz parte de uma lista de 10 escolas que foram inicialmente sinalizadas para encerrar no concelho da Covilhã. Após protestos e uma reunião com o próprio ministro da Educação, realizada no âmbito de uma visita do governante à Covilhã, a lista de encerramentos só manteve as escolas da Erada e Barco, mas isso também causa revolta aos populares da Erada, uma vez que, tal como lembram, no concelho foram mantidas em funcionamento escolas com menos alunos.
Receba as principais notícias no seu email e fique sempre informado.
© 2026 Diário Digital Castelo Branco. Todos os direitos reservados. Desenvolvido por Albinet