Por: Diario Digital Castelo Branco
O Sindicato dos Professores da Região Centro (SPRC) criticou esta 4ª-feira a Câmara Municpal de Castelo Branco, alegando que esta se prepara para entregar uma escola pública ao setor privado.
O Sindicato dos Professores da Região Centro (SPRC) criticou esta 4ª-feira a Câmara Municpal de Castelo Branco, alegando que esta se prepara para entregar uma escola pública ao setor privado.
"Passados cerca de 15 meses, como que fiados na ‘memória curta’, vem a público a informação de que uma escola privada se prepara para ser instalada em coisa pública, que é como quem diz, nas instalações da EB1 da Horta d'Alva", refere em comunicado o SPRC.
O sindicato questiona quem pagará as obras de recuperação e a que título serão cedidas as instalações públicas.
Pergunta ainda se a autarquia vai cobrar aluguer.
"Tudo leva a crer que o ‘negócio’ se irá consumar ao abrigo de uma ‘vaga parceria’ e que, mais uma vez, a autarquia de Castelo Branco se prepara para financiar o ensino privado de forma clara e despudorada, apesar de, no caso vertente, haver na cidade oferta pública de ensino profissional em quantidade e qualidade suficientes, nas duas escolas secundárias", lê-se no documento.
O presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco, Luís Correia, confirmou a cedência da antiga escola do 1.º ciclo da Horta D'Alva para instalação da Escola Tecnológica e Profissional Albicastrense (ETEPA).
"A câmara cedeu à escola profissional ETEPA essas instalações através da celebração de um protocolo de cooperação", explicou o autarca.
Luís Correia reagiu assim ao comunicado do SPRC e adiantou que a ETEPA é uma escola profissional há muitos anos instalada em Castelo Branco.
"Prestou e presta serviços na área da formação e da educação que são importantes para a cidade e com postos de trabalho. Considerando isso, a câmara cedeu as instalações à ETEPA, cedência essa feita através de um protocolo de cooperação", sustentou.
A polémica em torno da escola do 1.º ciclo da Horta D'Alva que envolve o SPRC e a autarquia remonta a janeiro de 2014, quando o sindicato criticou a transferência de alunos desta escola (Horta D'Alva) para uma outra (Matadouro), que esteve encerrada por falta de condições.
À data, o SPRC considerou "estranho" que houvesse alterações da rede escolar, com o ano letivo a decorrer, sem aparentes motivos que o justificassem, e questionou os motivos para que se reabrisse uma escola sem condições para encerrar outra, que estava em normal em funcionamento.
Agora, o sindicato diz que aguarda com alguma expectativa que o presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco "dê uma explicação cabal e informe os albicastrenses sobre a forma como os dinheiros públicos poderão vir a estar envolvidos em negócios meramente privados".
E adianta ainda que espera que a direção do agrupamento de escolas Nuno Álvares "informe a opinião pública da legalidade destes atropelos no funcionamento da rede escolar".
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