Por: Diario Digital Castelo Branco
Arranca esta 6ª-feira, dia 19, o Be.In, um encontro dedicado às práticas do bem-estar, organizado pela equipa que faz o Boom, festival de música trance. Até dia 22 são esperados participantes de 60 nacionalidades. Vão à procura de paz de espírito.
Arranca esta 6ª-feira, dia 19, o Be.In, um encontro dedicado às práticas do bem-estar, organizado pela equipa que faz o Boom, festival de música trance. Até dia 22 são esperados participantes de 60 nacionalidades. Vão à procura de paz de espírito.
Há oito meses que Joana deixou a sua vida em Portugal em stand by para ir viajar pela América do Sul. A descoberta e as experiências que estava a viver ditavam que prosseguisse viagem mais uns meses, anuncia o jornal I. No entanto, num dia em que as saudades deram sinais, agarrou-se ao computador e comprou um bilhete para o Be-In. E, de repente, o regresso a Portugal foi antecipado. Joana foi às três últimas edições do Boom Festival e não queria perder a estreia deste Be-In, também em Idanha-a-Nova e organizado pela mesma equipa. “Amo aquele sítio, a Boom Land.
É uma espécie de paraíso na terra. Além disto, o facto de ser organizado pela mesma equipa que faz o Boom dá-me a garantia de que será bom. Quando vou ao Boom saio de lá um pouco infeliz porque, como há tanta coisa a acontecer, acabo por passar pouco tempo a desfrutar as áreas mais ligadas ao bem-estar. E sei que o Be-In vai ter um ambiente muito diferente do Boom, um exemplo disso é que todos os meus amigos vão levar filhos e sobrinhos”.
Esta primeira edição do Be-In Gathering arranca hoje e termina no dia 22 e pretende ser uma fusão entre música e práticas de bem-estar, ao mesmo tempo que celebra o solstício de Verão. Uma oportunidade para estar em contacto com a mãe-natureza, em busca de bem-estar. “Queremos criar um espaço onde as pessoas se sintam bem e mais próximas da natureza, queremos promover a saúde e uma emotividade positiva. Mas também não queremos doutrinar ninguém”, alerta Artur Mendes, da organização.
Ou seja, que se desenganem aqueles que pensam que este é uma espécie de mini Boom, templo para os amantes de festa rija e trance electrónico. “O Be-in é uma fusão entre música e práticas de bem-estar. Se no Boom a música assume um papel principal, aqui haverá apenas um palco dedicado à música contra oito áreas de bem-estar. A música será um satélite e apenas dedicada às bandas instrumentais e orgânicas e não à electrónica”. A outra grande diferença entre os dois eventos é a escala. Se a última edição do Boom, no Verão de 2014, contou com 40 mil pessoas, tendo esgotado, o Be-In tem como capacidade máxima as cinco mil pessoas. “O Be-In não é um conceito para muitas pessoas. É um conceito de proximidade. Queremos que as pessoas desfrutem do espaço e do tempo”. Na véspera do arranque do Be-In estavam já confirmados participantes de 60 nacionalidades. O top 5 é constituído por portugueses, holandeses, ingleses, espanhóis e franceses, mas também estarão em Idanha-a-Nova australianos, argentinos, brasileiros e até neozelandeses. E apesar de a organização assegurar que ainda há bilhetes disponíveis, aconselha a que os interessados não se desloquem a Idanha-a-Nova sem adquirirem previamente o passe, que custa 135 euros.
Retiro Formada em gestão e design gráfico, em Idanha-a-Nova Joana espera atingir “um estado de espírito mais zen e saudável”, uma busca que tem vindo a marcar a sua vida. Para tal, está particularmente entusiasmada com os workshops ligados a artes marciais como o tai-chi e o chi kung, mas também aulas de expressão corporal, como a biodanza e o yoga dance.
Esta é apenas a ponta do icebergue. No total são mais de 100 as práticas representadas. Com uma programação diária que inclui workshops, aulas, palestras, sessões terapêuticas, dança, concertos e instalações artísticas, o Be-In conta com o envolvimento de 280 profissionais, entre facilitadores, terapeutas e professores, nacionais e internacionais, todos certificados. São eles que assegurarão uma programação non-stop entre as 7 e as 2 horas da manhã (até às 4 horas no palco dedicado à música).
Entre estes profissionais encontra-se Inez Aires. Radicada no México, a jovem portuguesa dedica-se ao ensino e estudo do yoga há vários anos, bem como à promoção de práticas sustentáveis e de vida saudável. Acabada de chegar dos EUA, onde participou no Once Upon a Festival como professora de yoga, no Be-In conduzirá dois workshops, de Qi Power Yoga e de Power Yoga. “São práticas ancestrais que tenho vindo a desenvolver e que têm a ver com a minha crença de que, se o corpo for trabalhado, podemos aceder mais facilmente ao nosso ser interior”, esclarece.
“Este é um retiro de autoconhecimento e de self empowerment. Espero que as pessoas saiam daqui mais nutridas e que levem para o seu quotidiano práticas mais saudáveis e felizes”. Ou seja, se o que procura é uma grande rave, Idanha-a-Nova não é o destino certo para si. É melhor esperar pelo Verão de 2016, data do próximo Boom Festival.
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