Por: Diario Digital Castelo Branco
“Quero saudar a Câmara da Covilhã por dar o nome de António Alçada Baptista a este prémio literário. Uma Câmara que faz coisas e que instituiu este prémio que é uma forma de instigar a criação cultural”.
“Quero saudar a Câmara da Covilhã por dar o nome de António Alçada Baptista a este prémio literário. Uma Câmara que faz coisas e que instituiu este prémio que é uma forma de instigar a criação cultural”.
Estas foram algumas das palavras de Luís Filipe de Castro Mendes, Ministro da Cultura, durante a cerimónia de apresentação da segunda edição do Prémio Literário “António Alçada Baptista / Cidade da Covilhã”, que decorreu ontem, dia 15, no Padrão dos Descobrimentos, em Lisboa, e onde foi também apresentada a obra “Índias. Vasco da Gama, o herói imperfeito da história de Portugal” da autoria de João Morgado, vencedor da primeira edição.
O Ministro da Cultura aproveitou a oportunidade para transmitir uma lição de história acerca das trocas que se faziam no século XVI, cruzando estes dados com a sua experiência como embaixador na Índia. Dirigiu-se assim aos actores da Covilhã presentes no local, mais concretamente a Vasco da Gama, dizendo-lhe: “Majestade, sem querer influenciar o seu veredicto, eu conheci o Samorim de Calicute…”.
Parabenizou o autor do livro, “um autor que escreve livros inovadores”, e falou de António Alçada Baptista, que conheceu pessoalmente, como “um homem que vivia ironicamente, um homem com um grande prazer de viver. Desejava ouvir, pensar e construir pontes”.
Também Guilherme d’Oliveira Martins, membro do Centro Nacional de Cultura, que por razões profissionais não pode estar presente na cerimónia, gravou um testemunho em vídeo onde descreveu o Prémio Literário como uma iniciativa da maior relevância. “Reconhecimento a partir da memória de alguém que não pode nem deve ser esquecido. Cidadão empenhado que contribuiu decisivamente para lançar as bases da democracia em Portugal. Este prémio literário é uma homenagem legítima e uma recordação de António Alçada Baptista.”
O Presidente da Câmara Municipal da Covilhã, Vítor Pereira, agradeceu às cerca de 100 pessoas presentes no auditório do Padrão dos Descobrimentos, na sua maioria escritores nacionais, e fez a apresentação do Prémio e da obra de João Morgado.
No final houve ainda oportunidade para assistir a um filme de homenagem a António Alçada Baptista, com imagens que têm início na Covilhã de 1927 e que resumem a história, vida e obra deste escritor covilhanense, que dá nome ao Prémio Literário.
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