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Cultura 1 de junho de 2016

Vila Velha de Ródão: 10 Anos depois, Manuel Cargaleiro regressa à Casa das Artes e Cultura do Tejo

Por: Patrícia Calado

Há 10 anos atrás, na Inauguração da Casa de Artes e Cultura do Tejo presidida pelo Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, inaugurou-se uma grande exposição de Tapeçarias do Mestre Manuel Cargaleiro.  

Há 10 anos atrás, na Inauguração da Casa de Artes e Cultura do Tejo presidida pelo Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, inaugurou-se uma grande exposição de Tapeçarias do Mestre Manuel Cargaleiro. Uma década depois, a Casa das Artes e Cultura do Tejo volta a trazer o filho pródigo desta terra para mais uma Exposição de Obra Gravada e Cerâmica “A Essência da Cor”.

Notavelmente feliz por regressar 10 anos depois a uma casa que inaugurou com as suas obras, Manuel Cargaleiro agradeceu a moldura humana que se aglomerou para vislumbrar as suas obras. Aos 89 anos, o Mestre Cargaleiro divulgou a receita do sucesso.

“Não sou importante, sou muito conhecido, porque trabalhei imenso. Tenho 89 anos e trabalhei quase todos os dias, a receita é o trabalho”, desabafou.

Joaquim Morão, Presidente da Fundação Cargaleiro, assumiu o compromisso de divulgar a obra de Manuel Cargaleiro e, por isso, iniciou-se em Vila Velha de Ródão, terra natal do artista, a exposição “Essência da Cor”.

“Temos a felicidade de conseguir trazer para a nossa terra a obra do Mestre Cargaleiro. Iremos nos próximos dias formalizar a cedência do seu património à Fundação que ascendem as 10 mil peças. A obra do Mestre Cargaleiro quer perdurar, temos o compromisso de divulgar a sua obra e por isso iniciamos aqui esta exposição e outras seguirão. Assumiremos a vontade do Mestre Cargaleiro”, anunciou o Comendador, garantindo que com a Fundação Cargaleiro, a obra “altamente valiosa” será salvaguardada.

Maria da Carmo Sequeira, da Comissão de Honra, não poupou nos elogios ao Mestre Cargaleiro, a quem adjetivou como “uma personalidade grande das Artes”. “É do mundo, do país, mas também de Vila Velha de Ródão e todos nós o temos com orgulho nos nossos corações”, acrescentou.

Já Joaquim Tomé, Comissário da exposição “Essência da Cor”, aplaudiu a ideia da autarquia de trazer Manuel Cargaleiro nestes 10 anos da Casa das Artes e Cultura do Tejo, uma infraestrutura que, através da cultura, trouxe um maior desenvolvimento económico, turístico e social.

“Em Vila Velha de Ródão está a fazer-se cultura. Nada melhor de celebrar esta década de vida com um conjunto de obras gravadas em cerâmica do Mestre Cargaleiro. É mais um regresso do filho pródigo deste concelho à terra que o viu nascer, da qual nunca se afastou e que abriu esta casa com uma exposição sua”, discursou.

O Mestre Manuel Cargaleiro está assim ligado à história do concelho de Vila Velha de Ródão e à Casa da Artes e Cultura do Tejo, como referiu Luís Pereira, presidente da Câmara Municipal de Vila Velha de Ródão. No entanto, é um património partilhado com o mundo.

Para o edil, “a comemoração destes 10 anos não podiam ser celebrados de outra forma”.  Ao fim de uma década de vida desta infraestrutura, Luís Pereira fez um balanço positivo.

“Passaram aqui grandes nomes da cultura portuguesa ao longo destes 10 anos. Faço um balanço positivo de termos no interior do país esta programação de cultura. A autarquia está sempre ao serviço da dinamização cultural”, concluiu.

Assim, integrada nestas comemorações, a obra deste artista internacional pode ser visitada até junho do próximo ano. 

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