Por: Cristina Valente
A próxima edição da Feira Raiana vai ter como tema central à Cidade Música, a novidade foi avançada por Armindo Jacinto, ao Diário Digital Castelo Branco, no final da apresentação do espetáculo "A Canção Raiana Perdida – Raízes Sonoras da Beira Baixa", este sábado passado.
A próxima edição da Feira Raiana vai ter como tema central à Cidade Música, a novidade foi avançada por Armindo Jacinto, ao Diário Digital Castelo Branco, no final da apresentação do espetáculo "A Canção Raiana Perdida – Raízes Sonoras da Beira Baixa", este sábado passado.
O espetáculo que resulta de uma parceria entre a Associação para o Desenvolvimento da Raia Centro-Sul (ADRACES), com a Câmara Municipal de Idanha-a-Nova, resulta da necessidade de apostar num projeto de inventariação, valorização e divulgação do património, sobretudo através do resgaste da música tradicional da Beira Baixa, e será uma das produções a apresentar durante a Feira Raiana.
"Esta é uma grande produção, e tem que estar presente" afirma o autarca Idanhense.
A produção apresentada prova que Idanha-a-Nova única localidade portuguesa com classificação da UNESCO de cidade da Música, e única do Mundo de espaço rural prova que tem capacidade para fazer grandes produções.
"Consegue fazer grandes produções musicais, e sobretudo, desafiamos a nossa comunidade a faze-las, esta não é a primeira que assistimos. A Cidade criativa da Música, convida precisamente à criatividade, às produções e à preservação daquilo que somos herdeiros" afirma Armindo Jacinto.
O espetáculo “A Canção Raiana Perdida” recorreu a um interlocutor que, com a sua visão e conhecimentos técnicos musicais, reinventou o tradicionalismo musical, numa singular fusão de culturas, recriando melodias e ritmos tradicionais do território embebidos em sons de contemporaneidade. Tom Hamilton, músico, inglês, radicado na região e apaixonado por ela e pelas suas sonoridades, leva-nos numa viagem pela região, através da sua música.
"Às vezes é o olhar de quem vem de fora, que vê com olhar especial aquilo que para nós é tão normal, que muitas das vezes não lhes damos o valor que realmente têm. O Tom teve a virtualidade de em muitas horas, dias, meses, recolher imagens, músicas e muitas conversas com as nossas gentes".
“A Canção Raiana Perdida” é mais do que um concerto de música tradicional, com recurso a videomapping e projeção de capítulos do documentário resultante do projeto, é um momento de partilha de tradições culturais e musicais únicas, inseridas num território de património natural, histórico e geológico singular.
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