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Região 27 de abril de 2018

Hortense Martins defende o Investimento nas regiões da Coesão

Por: Diario Digital Castelo Branco

A deputada socialista Hortense Martins acusou os sociais-democratas de “tentativa de aproveitamento político” ao agendarem um debate, no Parlamento, sobre o Portugal 2020 e a sua reprogramação. “Não admitimos o desvio de verbas do interior para o litoral, das zonas de coesão para as outras regiões”, alertou a parlamentar, lamentando que o PSD tente alguns “truques” para confundir a opinião pública.

A deputada socialista Hortense Martins acusou os sociais-democratas de “tentativa de aproveitamento político” ao agendarem um debate, no Parlamento, sobre o Portugal 2020 e a sua reprogramação. “Não admitimos o desvio de verbas do interior para o litoral, das zonas de coesão para as outras regiões”, alertou a parlamentar, lamentando que o PSD tente alguns “truques” para confundir a opinião pública.

Em comunicado a deputada socialista afirma, “Sabemos que a reprogramação dos fundos é uma necessidade que decorre do objetivo de aproveitarmos o melhor possível os fundos europeus, que foram conquistados para Portugal avançar em áreas cruciais para o seu desenvolvimento”, garantiu a deputada eleita pelo círculo de Castelo Branco. “É certo que não estamos satisfeitos, queremos mais, mas essa ambição é naturalmente o motor saudável que nos faz avançar sempre”, afiançou.

A deputada lembrou que os fundos estruturais têm sido fundamentais para tornar Portugal um país mais desenvolvido e coeso. E lembrou que há dois anos nem sequer havia avisos lançados nalgumas áreas, "como as autarquias onde os atrasos são conhecidos. Neste momento não é possível fazer um novo Portugal 2020, apenas podemos fazer alguns ajustes, através de uma reprogramação" afirma a deputada.

A deputada acrescenta ainda, que no caso da Região Centro e a titulo de exemplo, o Centro 2020 já tem comprometidas todas as verbas que tinha inicialmente programado para apoiar o investimento inovador das empresas, para apoiar os projetos na área da ciência e para apoiar a requalificação, ampliação e a construção de novas áreas industriais. Por outro lado tem verbas disponíveis que ainda não foram utilizadas nalguns instrumentos financeiros. Com a reprogramação Portugal tem que tentar aproveitar o melhor possível os fundos que tem à sua disposição, e por isso vai reforçar “os fundos para zonas industriais, para continuar a apoiar os projetos das empresas e os projetos na área das ciências, como equipamentos para unidades de investigação, equipamentos dos laboratórios, por exemplo dos politécnicos, no sentido de ser reforçada a ligação entre universidades e politécnicos com as empresas."

A socialista referiu assim, a necessidade desta reprogramação, tendo em conta a necessidade de reforço da dotação do investimento territorial, da dotação na ciência, na transferência do conhecimento das universidades e politécnicos para as empresas.  Daí ser “extremamente importante” o Laboratório Colaborativo, lançado em Proença-a-Nova pelo primeiro-ministro recentemente.

Hortense Martins revelou ainda que o Partido Socialista acha “desejável um acordo”, sendo que a Associação Nacional de Municípios Portugueses já informou no Parlamento que quer construir um acordo, estando a negociar algumas posições com o Executivo. “Esperamos que haja um consenso nesta matéria”, assegurou.

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