Doze municípios do Norte, Centro e Alentejo passam a ter mediadores interculturais

Doze municípios das zonas Norte, Centro e Alentejo vão passar a ter uma equipa de mediação intercultural, constituída por dois a cinco pessoas de comunidades ciganas ou comunidades migrantes, no total de 50 mediadores.

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  • Publicado: 2019-03-20
  • Autor: Diário Digital Castelo Branco/Lusa

Doze municípios das zonas Norte, Centro e Alentejo vão passar a ter uma equipa de mediação intercultural, constituída por duas a cinco pessoas de comunidades ciganas ou comunidades migrantes, no total de 50 mediadores.

De acordo com informação do gabinete da secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade, Rosa Monteiro, os projetos têm a duração de três anos e serão financiados com 3,5 milhões de euros de verbas públicas.

Estas equipas foram constituídas de modo a permitir uma “intervenção sólida junto das comunidades e dos serviços”, e vão começar a funcionar nos municípios da Maia, Moura, Águeda, Idanha-a-Nova, Coimbra, Serpa, Beja, Braga, Fafe, Castelo Branco, Porto e Guimarães.

“As 12 Equipas de Municipais de Mediação Intercultural são constituídas por dois a cinco elementos, num total de cerca de 50 mediadores/as provenientes de comunidades ciganas e de comunidades migrantes”, lê-se no comunicado, que refere que o objetivo é “apoiar os processos de integração das comunidades mais vulneráveis dos seus concelhos”.

Em declarações à agência Lusa, a secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade explicou que serão 42 mediadores no âmbito das equipas municipais e outros oito pelo programa ROMED, especificamente para as pessoas ciganas, referindo que atualmente existem também projetos de mediação através do Programa Escolhas.

“A mediação intercultural hoje em dia é uma ferramenta fundamental para promover espaço de interação positiva, de conhecimento mútuo entre as várias pessoas, entre a diversidade de que são feitas as nossas sociedades”, salientou Rosa Monteiro.

As equipas de mediadores terão como função facilitar a relação e a comunicação entre os cidadãos e profissionais de serviços públicos, por exemplo, de modo a prevenir eventuais situações de conflito.

“A Mediação Intercultural é um mecanismo fundamental para envolver protagonistas locais na capacitação das comunidades para o acesso aos serviços públicos e privados, para a melhoria das suas condições de vida, para a promoção da sua integração e para o aprofundamento de relações sociais positivas em contextos multiculturais”, lê-se no comunicado.

Rosa Monteiro deu como exemplo a área da saúde, em que a mediação pode facilitar a desbloquear questões culturais que por vezes “representam barreiras no entendimento mútuo”.

“Procurar sanar ressentimentos, estabelecer pontes, diálogos, e propostas essencialmente de resolução dos problemas numa lógica de igualdade e de eliminação de assimetrias entre os grupos”, frisou a secretária de Estado.

Destacou que estas equipas serão também uteis para levar a informação sobre serviços às populações.

A secretária de Estado apontou que muitos dos mediadores e dinamizadores começaram por ser dinamizadores no Programa Escolhas – um programa estatal para a promoção da inclusão social de crianças e jovens de contextos socioeconómicos vulneráveis que conta atualmente com 62 dinamizadores.

“No fundo o que se pretende é reforçar tudo isto, congregar num único projeto e por isso este projeto, além de fazer a ponte nos municípios entre os vários projetos, é fazer formação de mediadores”, adiantou, acrescentando que houve já 80 pessoas a fazer essa formação.

Sublinhou que essa formação vai acompanhar todo o processo ao longo do tempo, apontando que a intenção é a de qualificar o perfil de mediador intercultural num nível de equivalência ao ensino secundário mais a qualificação profissional.

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