Por: José Ambrósio
O novo tarifário dos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS) foi chumbado hoje pela oposição na reunião privada do executivo municipal, segundo o divulgado no Facebook do município.
Os vereadores da oposição, Iniciativa Liberal (IL) e “SEMPRE por todos” (PSD/CDS-PP), explicam também nos seus facebooks que votaram contra os aumentos propostos, que previam uma subida de cerca de 15% no fornecimento de água e de 25% na componente dos resíduos urbanos, para consumidores com um consumo mensal de 10 metros cúbicos.
Nas redes sociais, o vereador José Henriques (IL) justificou o voto contra, afirmando que “no que diz respeito à água não aceitamos um aumento tão significativo”. Segundo este, a explicação apresentada pelo executivo prende-se com “a necessidade legal de aumento generalizado do tarifário para compensar a despesa dos SMAS, o que não estava a acontecer até agora”.
Ainda assim, José Henriques considera que é possível uma solução mais equilibrada, defendendo que “é possível apresentar um tarifário mais equilibrado, que compense o aumento de tarifas da Valnor no que diz respeito aos resíduos urbanos (…) e que não aumente tanto o fornecimento de água”.
Também a coligação “SEMPRE por todos” (PSD/CDS-PP) explicou, nas suas redes sociais, as razões do voto contra, sublinhando que “optámos pelo voto contra, respeitando a autonomia técnica dos SMAS, mas manifestando discordância face aos aumentos propostos”, em particular o “+15% no tarifário da água (para consumo mensal de 10m³)”.
A coligação alerta ainda que, “apesar de uma redução no saneamento, o impacto global representa um agravamento significativo da fatura para famílias, instituições e empresas”, defendendo “uma política tarifária mais moderada, previsível e socialmente justa”.
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