Lista de continuidade e lista de rutura disputam direção da Quercus

 A associação ambientalista Quercus vai a votos no sábado, com uma lista que herda dirigentes da atual direção ao mesmo tempo que promete renovação e outra que quer romper com o rumo atual.

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  • Publicado: 2019-03-28
  • Autor: Diário Digital Castelo Branco/Lusa

 A associação ambientalista Quercus vai a votos no sábado, com uma lista que herda dirigentes da atual direção ao mesmo tempo que promete renovação e outra que quer romper com o rumo atual.

Na assembleia nacional da Quercus, que se reúne no sábado à tarde na Escola Superior Agrária de Coimbra, deverão ser eleitos os novos órgãos sociais da associação.

"A Quercus não deve ser um espelho de algumas outras entidades, em que os dirigentes se eternizam nos cargos de gestão e não existe uma efetiva renovação", defende a lista B, encabeçada por Marta Leandro, candidata a presidente da direção nacional.

No seu manifesto, os membros da lista afirmam querer "romper com a atual estratégia e atuação seguida pela direção nacional cessante", que teve à frente João Branco.

Um dos pontos principais da lista que pretende a rutura é "impedir a venda de património imobiliário da associação, nomeadamente os terrenos adquiridos para a conservação da natureza, como por exemplo os terrenos no Parque Natural do Tejo Internacional".

A venda de terrenos no concelho de Idanha-a-Nova, foi discutida entre os órgãos da Quercus no fim do ano passado e motivou contestação, desencadeando uma petição na Internet que reuniu mais de duas mil assinaturas contra o negócio, que supunha venda de terrenos no parque natural do Tejo Internacional a uma herdade de caça.

João Branco argumentou que a decisão não estava ainda finalizada e que a intenção da petição era denegrir a direção, culpando a "oposição interna".

Em novembro passado, a revista Visão avançava que a Procuradoria Geral da República estava a investigar possível gestão danosa na associação, falando no culminar de uma "guerra interna" com associados contra os órgãos dirigentes.

No programa da lista A, encabeçada pelo atual tesoureiro, Paulo do Carmo, afirma-se a vontade de "pacificar" a Quercus, assumindo que há "diferenças, desequilíbrios e lutas internas que não levam a nada".

Os candidatos da lista A destacam que "o equilíbrio financeiro e a estabilidade da Quercus são fundamentais, necessários e imprescindíveis" e prometem tomar "as medidas necessárias para garantir não só o presente mas o futuro".

A lista pretende fomentar "avaliação de desempenho" dos membros da associação e elege os núcleos regionais como uma das prioridades, pretendendo dar-lhes "melhores condições" logísticas e financeiras, melhorar a comunicação e rever estatutos e regulamentos.

Do lado da lista de rutura há também a intenção de atualizar estatutos e regulamento interno, "parar o desaparecimento de núcleos regionais" e fazer um inquérito aos associados sobre o que a Quercus tem feito e deve fazer no futuro.

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