Castelo Branco: Váatão assinala 20 Anos de Teatro

Decorridos vinte anos de vida, a direção Associação Váatão - Teatro de Castelo Branco, afirma ser momento de partilhar um pouco do sentir com todos aqueles que, de alguma forma, têm seguido e apoiado a atividade do Váatão. Será pois, pertinente, relembrar um pouco da história da Associação, em jeito de reflexão e agradecimento pelo reconhecimento do trabalho realizado ao longo destes anos.

  • Cultura
  • Publicado: 2019-11-05
  • Autor: Diário Digital Castelo Branco

Decorridos vinte anos de vida, a direção Associação Váatão - Teatro de Castelo Branco, afirma ser momento de partilhar um pouco do sentir com todos aqueles que, de alguma forma, têm seguido e apoiado a atividade do Váatão. Será pois, pertinente, relembrar um pouco da história da Associação, em jeito de reflexão e agradecimento pelo reconhecimento do trabalho realizado ao longo destes anos.

“Deste modo, sem renegar o nosso passado, afirmamo-nos no presente e, em celebração, queremos continuar a projetar-nos para o futuro”, afirma Fernando Paussão em comunicado.

No ano 1999 foram dados os primeiros passos, já como Associação, conferindo consistência a uma ideia surgida pela mão dos seus fundadores, no espaço cultural albicastrense, lançando mão a um grupo de jovens que deu então corpo à primeira apresentação do grupo. Já na altura se fazia antever a importância e a valorização da interdisciplinaridade artística no seu seio. O Váatão teve sempre no seu âmago um conjunto de pessoas detentoras das mais variadas formações artísticas e /ou académicas, sejam no teatro, na música ou nas artes plásticas, que desde cedo conferiram à Companhia um conjunto de características muito peculiares e ecléticas que se traduziram numa marcada polivalência, bem patente na esmagadora maioria das produções que ao longo da sua existência tem concretizado. Exemplos disso foram as largas dezenas de produções já realizadas abraçando os diversos géneros teatrais. De salientar o facto de se tratar de produções, na sua maioria, com textos originais. Também a representação de textos de autor, de cariz mais clássico ou contemporâneo, como Gil Vicente, Shakespeare, Molière, Isis Baião, Karl Valentin, Ever Blanchet, entre outros, fazem parte do histórico de espetáculos já levados a palco.

Talvez pelo facto de muitos dos que estão ou têm estado no Váatão serem professores de profissão, o Teatro para a Infância, na sua vertente didático-pedagógica, tem tido desde muito cedo um lugar especial no que concerne ao planeamento e ação do grupo junto deste público. Tal tem sido concretizado através da organização de Festivais, residências artísticas, ou, mais recentemente, na realização de peças teatrais em itinerância por todos os agrupamentos da nossa cidade, como aconteceu nos últimos anos, envolvendo assim milhares de crianças.

Na sua vertente de caráter solidário, fazendo jus ao facto de o Váatão ser também uma Associação com Estatuto de Utilidade Pública, tem estado envolvido em diversos eventos de cariz social, ou em estreita colaboração com outras associações em eventos por estas promovidos. Destaca-se, no entanto, uma ação que, pela suas características, não tem grande visibilidade junto do público em geral, mas, nos enche o coração de orgulho: falamos do Projeto Solidário “Totó e Palhinhas no Hospital - Não dói nem faz mal”, que decorre há já alguns anos a esta parte, com periodicidade quinzenal, na ala pediátrica do Hospital Amato Lusitano, em Castelo Branco. Este projeto conta com o apoio da DINFER e ULS de Castelo Branco e está já retratado num livro bilingue para a infância, nele inspirado. Em suma, nesta matéria, o Váatão tem bem sabido relacionar-se com outras entidades locais ou regionais, numa perspetiva de estreita colaboração e trabalho em rede. Neste sentido, tem vindo a consolidar-se igualmente a intervenção do grupo em torno de alguns projetos culturais propostos pelas autarquias de Castelo Branco, Proença-a-Nova, Vila Velha de Ródão, Fundão, e, mais pontualmente, com outros municípios do continente e ilhas. Através de abordagens teatrais diversificadas, o trabalho do Váatão vai ao encontro das temáticas sugeridas, em eventos de caráter cultural, histórico, etnográfico e musical. Para tal é necessário realizar antecipadamente um exaustivo e rigoroso trabalho de pesquisa, que assume formas diversas: pesquisa documental, entrevistas gravadas e/ou encontros mais ou menos informais que permitem passar posteriormente à fixação de texto e criação da dramaturgia e encenação, quase “Á la Carte”, cujo resultado acaba pois por incorporar grande parte do material recolhido e tratado, traduzindo deste modo algumas especificidades do saber, da história e das tradições locais de cada freguesia ou concelho. Todo este trabalho tem vindo a ser realizado graças ao enorme esforço e competência da encenadora e diretora artística do grupo, Maria da Luz Lopes, e pelo vasto conjunto de atores e músicos que lhe dão corpo. Deste modo, o Váatão muito tem contribuído para o reconhecimento e manutenção da cultura local e regional, dando assim resposta à crescente procura de novas propostas e abordagens, cada vez mais inovadoras, por parte dos vários agentes em presença.

Porque Associação Váatão quer projetar-se no futuro, não tem descurado a aposta na formação interna, mas também aberta a novos elementos, alguns deles, agora em estreita colaboração com o grupo, integrando o seu elenco. Também a aposta na formação e educação artística de crianças e jovens continua a ser um forte e importante desígnio, pois, só assim, será possível dar continuidade ao trabalho realizado e cumprir com a nobre missão de contribuir para o enriquecimento das crianças e jovens, de um modo salutar, através da arte.

O Váatão encontra-se já a preparar os novos desafios que se avizinham, perseguindo assim o seu objetivo principal: trabalhar com o profissionalismo, o rigor e a qualidade que é esperado de uma Companhia já ‘Adulta’, quem sabe, por mais vinte anos… Váatão!

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