Por: Diário Digital Castelo Branco
O PSD continua preocupado com o início do próximo ano letivo e reafirma que “deve existir uma grande preocupação para fazer fase a todos os cenários que sejam necessários”, considerando que o Ministério deve ter “planos muito bem direcionados e para que se perceba passo a passo o que fazer”.
Segundo a informação enviada ao Diário Digital Castelo Branco, a deputada Cláudia André, eleita pelo círculo eleitoral de Castelo Branco, e coordenadora do PSD na Comissão de Educação, Ciência, Juventude e Desporto, questionou o ministro Tiago Brandão Rodrigues, durante audição regimental.
A parlamentar começou por afirmar que “apesar de o ministro anunciar que no que respeita a computadores, conetividade, recursos humanos, o distanciamento social só acontecerá quando for possível ou conforme as vorientações da DGEsTE (Direção Geral dos Estabelecimentos Escolares)”.
Para Cláudia André, exemplo disso é “a contratação de 500 assistentes operacionais e 200 assistentes técnicos”. Mas feita a distribuirmos pelos 811 agrupamentos, significa que dá “meio assistente operacional e meio assistente técnico por cada agrupamento”. A deputada não esqueceu ainda as incoerências em relação aos docentes e reforço do crédito horário.
“Prevê, o senhor Ministro, um reforço de professores na sala de aula? Só se for com este crédito horário que tem uma hora a mais por turma que o ano passado. Prevê um plano com maior atenção, entenda-se mais professores mais horas previstas para os anos iniciais como o 1º, 2º, 5º, 7º e 10º anos de escolaridade? Não, não prevê! Prevê um mecanismo especial para encurtar o tempo de substituição dos professores que ficarão de atestado? Não, não prevê! Prevê a redução da carga letiva nos horários dos professores e alunos para o apoio nas aulas em que os alunos tenham de regressar ao confinamento, ou que sejam alunos de risco?”, interrogou.
Em suma, para Cláudia André, o Ministro “impõe aos professores aos alunos às escolas os fins, mas não dá nem os meios nem os instrumentos para o atingir, refugiando-se na autonomia das escolas, nas bolhas e nas normas da DGS.” Para a deputada do PSD, “a preparação do próximo ano letivo não pode ser conivente com medidas ilusórias”.
No final, Cláudia André questionou ainda sobre “que mecanismos foram criados para substituir em tempo útil os professores que ficaram de atestado médico. “Que concursos existem para a aquisição de computadores para alunos, professores e reequipamentos de escolas? Além de acrescentar apenas uma hora por turma de crédito horário, como pretende aumentar o número de professores nas escolas?”, interrogou.
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