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Economia 15 de julho de 2022

Câmara do Fundão defende que Portugal 2030 é "passo gigante"para os territórios

Por: Diário Digital Castelo Branco

O presidente da Câmara do Fundão, Paulo Fernandes, considera que a assinatura do acordo de parceria do Portugal 2030 é um “passo de gigante para que nenhum território fique para trás” e defendeu que não há terras condenadas ao fracasso.

“Não existem territórios condenados ao fracasso. Com a assinatura deste acordo de parceria [Portugal 2030] damos um passo de gigante para que nenhum território fique para trás”, afirmou.

O autarca falava, esta 5ª-feira, dia 14 de Julho, no âmbito da cerimónia de assinatura, entre o Governo português e a Comissão Europeia, do acordo de parceria para a execução do Portugal 2030, quadro comunitário em que o país terá acesso a 23 mil milhões de euros de fundos até 2029 e que decorreu no Fundão. 

Anfitrião desta sessão, Paulo Fernandes (PSD) sublinhou a “honra” por ser o Fundão a acolher o evento e destacou que entende a escolha como uma “homenagem a todos os autarcas, principalmente àqueles que pugnam diariamente pelo desenvolvimento dos territórios do Interior”.

“É uma escolha que também simboliza de forma relevante a solidariedade e a coesão entre as regiões e os estados da União Europeia. Temos como certeza que a ação ao nível local e regional, assim como o papel de intervenção da comunidade, terão um valor acrescido na construção da coesão e de uma União Europeia com regiões mais inteligentes, mais verdes e mais preparadas para as alterações climáticas, mais conectadas, mais sociais e mais colaborativas e mais próximas dos cidadãos”, afirmou.

Lembrando o percurso que o Fundão tem feito nos vários domínios, a começar pela captação de empresas tecnológicas e passando pelo acolhimento de pessoas, o autarca também reiterou que as políticas seguidas nunca esquecem as áreas e setores tradicionais e as pessoas.

“Que não restem dúvidas, assumimos a nossa identidade regional da mesma forma que nos assumimos como europeístas”, disse.

Por outro lado, Paulo Fernandes também apresentou dois desejos relacionados com a atualidade, nomeadamente, o de que, nestes tempos de crise e de conflito, Portugal se abra ainda mais ao mundo, “dando asas à sua vocação universalista e humanista”.

“Depois, que a União Europeia, fiel guardiã de valores universais, mantenha sempre como seu desígnio o primado da liberdade, da fraternidade e da igualdade”.

O Portugal 2030 tem um valor global de 23 mil milhões do próximo quadro comunitário de apoio, que tem em conta verbas do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (11,5 mil milhões de euros), do Fundo Social Europeu (7,8 mil milhões de euros), do Fundo de Coesão (3,1 mil milhões de euros), do Fundo para uma Transição Justa (224 milhões de euros) e do Fundo Europeu dos Assuntos Marítimos, das Pescas e da Aquicultura (393 milhões de euros), de acordo com a nota do Governo.

Na cerimónia de hoje também fizeram intervenções o primeiro-ministro, António Costa, e a ministra da Presidência, Mariana Vieira da Silva, tendo estado presentes vários governantes.

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