Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
O sindicato das indústrias transformadoras teme que a multinacional Delphi, o maior empregador do distrito de Castelo Branco, despeça mais de 300 trabalhadores no fim do mês, altura em que termina o fabrico de um produto para uma marca automóvel.
O sindicato das indústrias transformadoras teme que a multinacional Delphi, o maior empregador do distrito de Castelo Branco, despeça mais de 300 trabalhadores no fim do mês, altura em que termina o fabrico de um produto para uma marca automóvel.
A coordenadora do sindicato do distrito de Castelo Branco adiantou hoje, à agência Lusa, que os postos de trabalho estão em risco uma vez que a empresa, que produz cablagens para a indústria automóvel, informou os empregados que deixará de fabricar, a partir do final do mês, um produto para a marca Rover. Esta produção era responsável por dar trabalho a estes 300 funcionários.
"Trata-se de trabalhadores temporários, mas alguns têm vários anos de casa. Há empregados com vínculos precários na empresa há oito anos", explicou à Lusa, Gabriela Gonçalves do SITE - Sindicato das Indústrias Transformadoras, Energia e Atividades do Ambiente do Centro-Sul e Regiões Autónomas.
Segundo a dirigente sindical, alguns dos operários já foram informados pela empresa, de que vão embora no final do mês, adiantando que existe ansiedade no seio dos restantes trabalhadores.
"A Delphi é o maior empregador do distrito de Castelo Branco. Há casais que trabalham na empresa. Os despedimentos vão significar um aumento brutal do número de desempregados no distrito", antevê a dirigente sindical.
Tendo em conta o número elevado de funcionários em causa, a coordenadora do SITE de Castelo Branco afirmou que vai pedir uma reunião com a administração da Delphi. No encontro, Gabriela Gonçalves espera também vir a questionar a empresa sobre a situação dos quase 600 trabalhadores efetivos que a fábrica emprega atualmente.
A dirigente sindical avançou ainda que a multinacional tem em mãos um novo projeto com uma marca automóvel, mas garantiu que essa nova produção - ainda sem data de arranque - é de menor dimensão e que não irá conseguir absorver os mais de 300 trabalhadores que no final do mês poderão ser despedidos.
Contactada pela agência Lusa, a administração da Delphi de Castelo Branco remeteu esclarecimentos para segunda-feira.
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