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Região 18 de junho de 2012

Delphi: Sindicato quer discutir despedimentos, empresa fala em ajustamentos inerentes à atividade

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

A empresa de cablagens Delphi refere que os ajustamentos de produção "são inerentes à atividade da indústria automóvel", depois um sindicato ter revelado que a fábrica de Castelo Branco está a avisar vários trabalhadores de que vão ser dispensados.

A empresa de cablagens Delphi refere que os ajustamentos de produção "são inerentes à atividade da indústria automóvel", depois um sindicato ter revelado que a fábrica de Castelo Branco está a avisar vários trabalhadores de que vão ser dispensados.

De acordo com Gabriela Gonçalves, dirigente do Sindicato das Indústrias Transformadoras (SITE) e funcionária da empresa, pelo menos 300 pessoas deverão ficar sem emprego, "no fim do mês, quando uma linha de cablagens da Rover for deslocalizada para outro país".

O despedimento já foi comunicado "a vários trabalhadores, de diferentes secções da fábrica", tanto na linha de montagem de cabos cujo fim de produção foi anunciado, como noutras que a fornecem, como a secção de corte de fio, referiu.

Questionada hoje pela Agência Lusa sobre a situação, a administração da empresa refere apenas que não comenta "ajustamentos derivados de aumentos ou decréscimos de produção e que são inerentes à atividade da indústria automóvel".

Entretanto, o SITE endereçou hoje de manhã um pedido formal de reunião para a administração da Delphi para discutir a situação ao pormenor, referiu Gabriela Gonçalves.

Segundo a dirigente sindical, os despedimentos deverão afetar trabalhadores temporários, mas apesar dessa condição, "alguns já têm vários anos de casa: há vínculos precários com oito anos na empresa".

A confirmar-se a saída de centenas de pessoas, "vai haver um aumento brutal de desempregados no distrito" e a situação deverá ser especialmente difícil "para casais em que marido e mulher trabalham na empresa", acrescenta.

A fábrica da Delphi em Castelo Branco dá trabalho a cerca de 1.300 pessoas, sendo uma das maiores empresas empregadoras do distrito.

A 31 de dezembro de 2010, a multinacional tinha encerrado a fábrica da Guarda e parte da produção tinha sido deslocalizada para a cidade albicastrense.

Na reunião hoje pedida à administração, o SITE deverá também questionar a empresa sobre a situação dos quase 600 trabalhadores efetivos da fábrica de Castelo Branco.

De acordo com Gabriela Gonçalves, a multinacional terá em mãos um novo projeto com uma marca automóvel, mas garantiu que essa nova produção - ainda sem data de arranque - é de menor dimensão e que não irá conseguir absorver os mais de 300 trabalhadores que até final do mês poderão ser despedidos.
 

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