Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
O crítico de vinhos Aníbal Coutinho considera que a região demarcada da Beira Interior possui um imenso potencial que ainda está por explorar e classificou-a como sendo "um pequeno tesouro" no contexto nacional do setor.
O crítico de vinhos Aníbal Coutinho considera que a região demarcada da Beira Interior possui um imenso potencial que ainda está por explorar e classificou-a como sendo "um pequeno tesouro" no contexto nacional do setor.
"Estou muito bem impressionado com a região", afirmou o especialista aos jornalistas, em Pinhel, durante a realização do 5.º concurso de vinhos da Beira Interior, organizado pela Comissão Vitivinícola Regional da Beira Interior (CVRBI), pela Associação Empresarial da Região da Guarda - NERGA e Associação Empresarial de Castelo Branco - NERCAB.
Aníbal Coutinho, que presidiu ao júri do concurso formado por 14 membros (representantes de Comissões Vitivinícolas Regionais, provadores e enólogos), referiu que participou pela primeira vez no evento e ficou com uma impressão "bastante positiva" dos vinhos apresentados.
O especialista em vinhos apontou que os consumidores começam a querer "vinhos com mais personalidade" e "muito mais amplos" e a região da Beira Interior possui "imenso potencial" nessa área.
Classificou a região demarcada como sendo "um pequeno tesouro" e admitiu que, nas relações qualidade/preço, será uma região "que vai ser falada nos próximos anos".
O concurso de vinhos hoje realizado nas instalações da união desportiva "Os Pinhelenses", com o apoio da Câmara Municipal de Pinhel, foi organizado com o propósito de promover os vinhos produzidos na Beira Interior.
Estiveram a concurso 71 vinhos (42 tintos, 24 brancos, três rosados e dois espumantes) de 28 produtores da região demarcada da Beira Interior, segundo Rodolfo Queirós, responsável técnico da CVRBI, com sede na Guarda.
O anúncio dos vinhos vencedores será feito durante um jantar, a realizar no dia 07 de julho, também na cidade de Pinhel.
A CVRBI abrange as zonas vitivinícolas de Castelo Rodrigo, Cova da Beira e Pinhel, onde existem cinco adegas cooperativas e 40 produtores privados.
"A Beira Interior é uma região vitivinícola de excelência. Pode ainda não ter a notoriedade que deveria ter, mas não tenho dúvidas em afirmar que é a região portuguesa com maior potencial de crescimento neste momento", declarou Rodolfo Queirós.
O responsável adiantou que, em 2011, as vendas de vinhos da região "cresceram 27 por cento" e as exportações "aumentaram sete por cento" relativamente ao ano anterior.
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