Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
O Sindicato da Função Pública responsabiliza o Governo por não ter minimizado o despedimento de 400 trabalhadores do "Call Center" da Segurança Social de Castelo Branco.
O Sindicato da Função Pública responsabiliza o Governo por não ter minimizado o despedimento de 400 trabalhadores do "Call Center" da Segurança Social em Castelo Branco.
O contrato entre o Instituto de Segurança Social e a empresa de recursos humanos RH Mais de concessão do centro termina no sábado, dia 30 de junho, e segundo Cristina Hipólito, dirigente do Sindicato da Função Pública, houve "uma falha" no concurso que permitiria que a estrutura continuasse a funcionar.
Para aquela dirigente, "intencional ou não, há aqui uma falha", considerando que o concurso público internacional que ainda está a decorrer devia ter sido lançado a tempo de o novo período de concessão estar adjudicado a partir de 01 de julho.
Nesse caso, haveria continuidade "com transferência dos trabalhadores", mesmo que em número inferior aos 400, "para a nova empresa, ou mantendo-os", caso fosse a atual a vencer o concurso, explicou.
Em vez disso, só em novembro haverá nova concessão, levando a que o centro encerre temporariamente a partir de segunda-feira, abrindo a 16 de julho com 50 trabalhadores a recrutar por uma outra firma, que vai operar as instalações durante quatro meses, lamenta a sindicalista, com base nas informações transmitidas pelos funcionários.
Para Cristina Hipólito, "tudo poderia ser evitado: os governos podem dizer que estão a há pouco tempo em funções, mas têm que ter conhecimento dos dossiês e saber os prazos".
A dirigente sindical falava hoje à porta do centro de atendimento telefónico Via Segurança Social, em Castelo Branco, onde manteve contacto com os trabalhadores e distribuiu informação sobre o plenário marcado para sábado, às 15:00, na sede da junta de freguesia da cidade.
Apesar de a empresa anunciar que sexta-feira é o último dia de trabalho, o sindicato está a aconselhar os trabalhadores a comparecerem à porta do centro de atendimento na segunda-feira e enquanto não receberem nenhuma comunicação escrita do despedimento.
Cristina Hipólito realça que "ninguém pode ser despedido verbalmente", pelo que, quem não comparecer, pode sujeitar-se a ter "faltas injustificadas, que podem levar a despedimentos com justa causa".
Segundo referiu, a empresa está a tentar negociar saídas por mútuo acordo.
No centro "há jovens casais, trabalhadoras que acabaram de ser mães e outras que estão grávidas. É um local de trabalho muito jovem e na terça-feira", quando foram anunciados os despedimentos, "chegou a haver desanimo e choro".
A sindicalista acredita que está à beira de ser criado "um problema social no distrito, porque a estrutura tem trabalhadores de vários pontos da região".
Sobre as esperanças de reintegração a partir de novembro, dadas pela RHmais aos trabalhadores, a sindicalista sublinha que "não há garantias", pelo que se trata de "especulação".
Contactada pela agência Lusa, a empresa RHmais recusou-se a fazer comentários, enquanto o Instituto da Segurança Social anunciou que o centro de atendimento telefónico nacional instalado em Castelo Branco vai passar a funcionar com um novo modelo.
No novo sistema, as chamadas vão ser distribuídas também por funcionários da Segurança Social noutros pontos do país, permitindo reduzir as despesas com trabalhadores externos em Castelo Branco.
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