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Região 29 de junho de 2012

Castelo Branco: Vaga de 700 despedimentos deve-se a um frágil modelo de desenvolvimento

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

A vaga de despedimentos que até meio de julho vai afetar 700 pessoas no concelho Castelo Branco deve-se a um frágil modelo de desenvolvimento, declara, Luís Garra, coordenador da União de Sindicatos distrital da CGTP.

A vaga de despedimentos que até meio de julho vai afetar 700 pessoas no concelho Castelo Branco deve-se a um frágil modelo de desenvolvimento, disse hoje, à agência Lusa, Luís Garra, coordenador da União de Sindicatos distrital da CGTP.

Segundo o dirigente, de acordo com dados do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) o distrito tinha 13 mil desempregados em maio, número que deverá disparar com os 400 despedimentos no centro de atendimento Via Segurança Social e com outros 300 na fábrica de componentes para automóveis Delphi.

Por outro lado, "há desempregados que não estão registados nos centros de emprego, pelo que o número real será maior", realçou.

Luís Garra recorda ainda o encerramento das confeções Cilvet e das construções Arox, também na cidade albicastrense, entre abril e maio, para concluir que "em menos de três meses vão ser lançadas no desemprego cerca de mil pessoas, só no concelho de Castelo Branco".

Segundo refere, o problema reside num "modelo de desenvolvimento com pés de barro", baseado na ideia de que "o distrito podia dispensar os setores produtivos e sobreviver do terciário, dos 'call centers' e do tipo de trabalho subjacente".

O sindicalista responsabiliza os sucessivos governos por aplicarem aquela estratégia que considera desastrosa, lamentando que o poder local, de uma forma geral, só tenha posições mais críticas quando há partidos opostos no poder central.

Luís Garra acredita que nada sobrevive "sem setores primário e secundário que consigam induzir a necessidade de um setor terciário moderno e competitivo".

A receita, refere, já foi enviada pela União de Sindicatos distrital ao Governo, sob a forma de um plano de intervenção integrado para o distrito.

O responsável sindical realçou que "os empresários que fazem o pino para cumprir todos os compromissos ao fim do mês queixam-se dos custos de combustível, da energia e das comunicações, a par das dificuldades de crédito e como é caro quando o conseguem". Ou seja, "são estas as quatro frentes de custos de contexto em é urgente atacar", sublinhou.

Luís Garra lamentou que, na visita marcada para esta sexta-feira, à Covilhã, o ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, tenha agendado um encontro com empresários, mas não tenha prevista nenhuma reunião com dirigentes sindicais.

O coordenador da CGTP faz um alerta especial para a necessidade de manter a fábrica de componentes automóveis Delphi a laborar em Castelo Branco, considerando-a "um pilar que tem que ser tido como elemento essencial no plano social", ao empregar hoje 1300 pessoas.

"Temos que fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para que a Delphi continue a laborar em Castelo Branco e tenha mais postos de trabalho, porque é importante para todo o distrito".

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