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Região 29 de junho de 2012

Proença-a-Nova: Centro Ciência Viva da Floresta debate consumo das famílias na última edição do Ciclo de Cafés de Ciência

Por: Diario Digital Castelo Branco

O aumento no consumo de energia, água, matérias-primas e elementos da biodiversidade tem vindo a causar graves problemas ambientais, como a poluição da água e do ar, a contaminação e o desgaste do solo, o desaparecimento de espécies animais e vegetais e as mudanças climáticas

O aumento no consumo de energia, água, matérias-primas e elementos da biodiversidade tem vindo a causar graves problemas ambientais, como a poluição da água e do ar, a contaminação e o desgaste do solo, o desaparecimento de espécies animais e vegetais e as mudanças climáticas.

Para solucionar estes problemas surgiram diversas propostas de política ambiental, como consumo verde, consciente, ético, responsável ou sustentável.

Mas o que significam estas expressões? E o que têm a ver com o tema cidadania? O que consumir e como consumir sem pôr em risco o ambiente? Como gerir a economia familiar num tempo de vacas magras? Este foi tema para mais um Inquietações Café de Ciência. Marta Palhim, mestranda no curso de Cidadania Ambiental e Participação, falou sobre o consumo sustentável das famílias, das ideias e da cultura que é preciso mudar a bem do presente e do futuro da humanidade.

Começou por apresentar uma série de informações e gráficos que ilustram bem a situação atual: o que consumimos num ano só é reposto pela natureza após ano e meio.

Nas palavras da oradora, o consumo desenfreado e emocional torna-se muitas vezes numa doença do foro psicológico, que torna a pessoa dependente e insatisfeita.

Saber escolher, saber comprar ou mesmo não comprar são atos racionais que exigem conhecimento, autorresponsabilização e disciplina.

Os impactos do consumismo na natureza e na comunidade humana, particularmente nas famílias, põem em risco a sustentabilidade da natureza e da sociedade humana. Urge mudar as mentalidades e as práticas de consumo. A noção de custo justo e a justiça nas relações comerciais e económicas deve impor-se ao poder das multinacionais e do capitalismo selvagem, que só procura o lucro fácil e rápido.

Os participantes assistiram à apresentação de um exemplo de uma ecovila austríaca que tenta harmonizar uma comunidade humana com a natureza em que está inserida. Conciliar diversas atividades humanas com o mínimo de impacto é o grande objetivo, produzindo energia a partir do sol, da água e da lenha, aproveitar a água da chuva e da cozinha, a construção das casas em madeira, o cultivo de hortas, o consumo de produtos produzidos localmente e na época.

Foi uma sessão muita participada, com os presentes a porem questões muito pertinentes e a questionarem-se sobre as suas práticas diárias, o que poderá ser um sinal de alerta e de esperança numa nova atitude.

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