Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
O Centro de Cultura Contemporânea de Castelo Branco (CCCCB) inaugurou esta 5ª-feira a exposição "Pintura Modernista na Coleção Millennium bcp", que reúne 60 obras de autores portugueses, entre os quais Amadeo de Souza Cardoso, Almada Negreiros e Eduardo Viana.
O Centro de Cultura Contemporânea de Castelo Branco (CCCCB) inaugurou esta 5ª-feira a exposição "Pintura Modernista na Coleção Millennium bcp", que reúne 60 obras de autores portugueses, entre os quais Amadeo de Souza Cardoso, Almada Negreiros e Eduardo Viana.
"Esta é a 34.ª exposição que fazemos [Fundação Millenium bcp] que já foram vistas por mais de 300 mil pessoas. A exposição tem 60 quadros de 15 autores portugueses, entre os quais Amadeo de Souza Cardoso, Almada Negreiros e Eduardo Viana", explicou o presidente do conselho de administração da Fundação Millenium bcp, Fernando Nogueira.
Fernando Nogueira, que falava durante a inauguração da exposição no CCCCB, explicou que a fundação a que preside, promove exposições sobre o tema da arte partilhada.
"O banco tem uma excelente coleção de quadros e o nosso propósito é dar a conhecer ao grande público, fora dos grandes centros urbanos, obras que, de outro modo, não seriam vistas", disse.
Esta é a primeira vez que a coleção é apresentada ao público fora dos grandes centros urbanos como Lisboa e Porto, explicou o presidente da fundação Millenium bcp.
"Castelo Branco tinha já manifestado o interesse de fazer aqui uma exposição. Este é um espaço magnifico [CCCCB], também ele um espaço de ruptura com a arquitetura tradicional da zona", disse.
Fernando Nogueira disse ainda que o BCP foi um grande colecionador e a sua coleção também cresceu por fusão com outros bancos.
O presidente do Millenium bcp, Nuno Amado, disse que o banco, mesmo nos períodos de grande dificuldade, "sempre apostou, manteve e financiou uma fundação que tem um trabalho profundo ao nível cultural e da museologia.
"Vamos continuar a fazê-lo e hoje este é mais um passo. A história da nossa cultura ainda tem de sair dos grandes centros urbanos e tem também de chegar ao interior", sustentou.
Segundo este responsável, este é um processo que não vai terminar em Castelo Branco e vai ter continuidade.
"Temos mais de 2.500 obras de artistas portugueses, um número verdadeiramente excepcional para o património cultural do país", sublinhou.
Por seu turno, o presidente da Câmara de Castelo Branco, Luís Correia, disse que a exposição patente no CCCCB valoriza o caminho que o município está a fazer no campo cultural, além do próprio edifício.
"Temos feito uma aposta muito grande na área cultural. Estamos conscientes de que a cultura é o melhor meio de fazermos a nossa evolução enquanto comunidade", afirmou.
O autarca adiantou ainda que quer que Castelo branco se torne numa referência cultural.
A exposição vai estar patente ao público no CCCCB até ao dia 10 de abril de 2016.
Comissariada por Raquel Henriques da Silva, ex-diretora do Museu do Chiado e do antigo Instituto dos Museus e da Conservação, a mostra reúne 15 artistas do século XX português, entre os quais Amadeo de Souza Cardoso, José Almada Negreiros, Dordio Gomes, Eduardo Viana, Jorge Barradas, Carlos Botelho ou Mário Eloy.
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