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Cultura 9 de fevereiro de 2016

Proença-a-Nova expõe objetos que testemunham história da barbearia

Por: Diario Digital Castelo Branco

São objetos antigos utilizados nas barbearias os que compõem a exposição atualmente patente no auditório municipal e que resultam de contribuições de vários barbeiros do concelho de Proença-a-Nova ainda no ativo (Jorge dos Santos Matias, Victor Ribeiro e Francisco Manso Cardoso), de Artur Martins (barbeiro já falecido) e ainda de Manuel Ribeiro que, não estando ligado à profissão, coleciona este tipo de itens.

São objetos antigos utilizados nas barbearias os que compõem a exposição atualmente patente no auditório municipal e que resultam de contribuições de vários barbeiros do concelho de Proença-a-Nova ainda no ativo (Jorge dos Santos Matias, Victor Ribeiro e Francisco Manso Cardoso), de Artur Martins (barbeiro já falecido) e ainda de Manuel Ribeiro que, não estando ligado à profissão, coleciona este tipo de itens.

Os objetos de maior dimensão são cadeiras de barbeiro, uma delas com quatro pernas sem as almofadas que tornavam a experiência de cortar a barba e o cabelo mais confortável, refere o comunicado a que o Diário Digital teve acesso. Victor Ribeiro, que contribui com duas cadeiras almofadadas para a exposição – entre outros objetos –, adianta que as utiliza como cadeiras de espera, para os clientes que aguardam vez se sentarem. Um dos seus passatempos é precisamente restaurar estas cadeiras antigas e lamenta que um dos seus atuais projetos, com mais de 150 anos, ainda esteja em peças e, por isso, não faz parte da exposição.

Alguns dos objetos de menor dimensão atestam a evolução que esta arte sofreu nos últimos anos: “Trabalho há 26 anos como barbeiro e nunca tinha visto um frasco de brilhantina”, afirma Victor Ribeiro que destaca ainda o pó de sabão ou as tradicionais navalhas cujo uso está dependente da sua esterilização entre cada utilização, como os dentistas fazem com as suas ferramentas de trabalho - por esse motivo, a prática comum é utilizar navalhas descartáveis. Esta viagem pelo tempo e pela história da barbearia não está totalmente completa, faltando alguns objetos icónicos como os ferros que eram utilizados para vincar os bigodes e que tinham de ser aquecidos previamente em brasas para cumprirem a sua função.

Victor Ribeiro afirma ainda que antigamente esta profissão era muito prestigiante pois os barbeiros eram também curandeiros e dentistas. “Ainda hoje é considerada uma arte”, adianta. Atualmente, aos tradicionais serviços de cortar o cabelo e fazer a barba juntaram-se muitos outros, exigindo uma atualização permanente ao nível de produtos e utensílios que deixariam os primeiros barbeiros surpreendidos com a evolução técnica que esta arte exige.

A exposição pode ser vista no auditório municipal até 29 de fevereiro.

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